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Planejamento financeiro: ele também é importante na nova idade

11/10/2019
5 minutos de leitura

Realizar um bom planejamento financeiro é importante em qualquer etapa da vida. Por meio dele é possível organizar as despesas e planejar os novos gastos de acordo com a renda que você tem disponível.

No entanto, algumas pessoas acreditam que, depois de uma certa idade, isso não é tão necessário. Afinal, é uma fase em que descansar, viajar e aproveitar a vida são as atividades mais importantes. De fato são, mas é preciso muito planejamento financeiro para pagar as despesas básicas e ainda sobrar para o lazer.

Por esse motivo, montamos um guia para auxiliar você a controlar a sua vida financeira na nova idade, apresentando a importância dessa atitude e os benefícios que ela gera para você e sua família. Acompanhe para saber mais sobre o assunto!

O conceito de planejamento financeiro

Planejamento financeiro nada mais é do que realizar a organização das finanças de acordo com as suas necessidades, os seus objetivos e a renda que você tem. Isso ajuda a proteger a sua vida financeira, a realizar os pagamentos de dívidas dentro dos prazos corretos, a poupar para realizar sonhos, entre outros benefícios.

Por ser tão importante na vida de qualquer indivíduo, o planejamento financeiro requer disciplina. É muito fácil gastar o seu dinheiro por impulso, mas é muito mais vantajoso e prazeroso quando você compra algo que realmente quer e precisa, sabendo que tem poder aquisitivo para pagar por aquilo.

Desse modo, ao iniciar um plano para as suas economias, nada melhor do que fazê-lo de modo consistente, a fim de cumpri-lo não apenas durante uma semana ou um mês, mas por toda a sua vida.

A ideia principal é saber como equilibrar os seus gastos com aquilo que você deseja, mas fazendo isso sempre de uma maneira saudável e que não proporcione dívidas difíceis de serem pagas, de acordo com o seu rendimento financeiro.

Sendo assim, é importante traçar algumas estratégias para visualizar melhor as suas finanças, como:

  • realizar um controle mensal de orçamento;
  • tomar decisões de consumo com base em um planejamento estratégico com prazos;
  • traçar objetivos para evitar o acúmulo de dívidas ou a falta de pagamento delas;
  • ter sempre uma reserva, seja para imprevistos, seja para investimentos.

A sua importância na nova idade

Como visto, o cuidado com as finanças pode ser muito negligenciado a partir de uma certa idade. Afinal, com o recebimento da aposentadoria, a impressão é de que tudo está sob controle e não precisam mais de atenção.

Muitas vezes, esse comodismo faz com que as pessoas caiam em armadilhas econômicas e fiquem bastante endividadas. Com isso, acabam partindo para empréstimos como uma solução e as dívidas só aumentam, enquanto o rendimento da aposentadoria diminui.

Para aproveitar essa fase da vida, é realmente importante continuar adotando boas práticas durante a etapa adulta em relação ao dinheiro — ou começar, de uma vez por todas, na nova idade.

Para mensurar isso, é importante incluir os seus rendimentos do momento, como aposentadoria, aluguel, entre outras possíveis fontes de renda. Depois disso, é preciso analisar a estabilidade de cada uma dessas fontes para, enfim, projetar a receita dos próximos meses e anos.

Com isso pronto, é possível ter uma boa base para definir os seus limites de gastos nos próximos meses. Assim, é muito mais cômodo planejar uma viagem ou um grande investimento, por exemplo, sabendo da possibilidade de fazê-lo com conforto financeiro.

Os principais erros ao se planejar financeiramente

Lembra que falamos da existência de diversos erros em relação às finanças na nova idade? Eles podem ser oriundos de vários motivos e hábitos criados durante os anos de vida.

Contudo, é possível corrigir diversos hábitos nocivos para a sua saúde financeira. A seguir, conheça alguns erros comuns que implicam em um péssimo planejamento financeiro.

Acreditar que entende tudo sobre finanças

O verdadeiro sábio entende que não sabe de tudo. Por mais confusa que seja essa frase, ela precisa ser uma certeza na vida de qualquer pessoa que realmente deseja ser alguém bem-sucedido financeiramente.

Ainda que você entenda bastante sobre economia e gestão de finanças, é importante ter a ideia de que você ainda não sabe de tudo. Afinal, o mercado se atualiza rapidamente, principalmente na era tecnológica. Por isso, é um pouco difícil sempre estar por dentro de todas as novidades no mundo financeiro.

Sendo assim, entenda que você ainda pode aprender muitas coisas — assim como pode ensinar aquilo que já sabe — e tenha disposição para entender aquilo que você ainda não tem tanto domínio.

Não anotar seus gastos

É quase impossível ter uma noção do quanto você gasta sem fazer uma anotação. Duvida disso? Então desafie-se a anotar cada uma das suas compras em uma semana. Logo você conseguirá perceber que a lista ficará bem maior do que o esperado, principalmente depois de calculá-la.

Criar o hábito de anotar aquilo que você gasta, consome ou adquire é importante para identificar o que você pode estar fazendo de errado para que o dinheiro não seja o suficiente para durar por todo o mês ou para realizar os seus sonhos.

Não definir objetivos

Você sabia que é bem complicado poupar sem ter um objetivo definido? Se você tem a ideia de que quer guardar dinheiro, mas não definiu em que pretende usar essa quantia acumulada, quando surgir a oportunidade de gastá-la é muito mais fácil se permitir essa regalia do que manter o foco nos seus objetivos.

Por isso é importante sempre traçar metas e objetivos — de curto, médio e longo prazos — do que fazer com aquilo que você ganha. Isso proporciona um melhor controle das suas ações e faz com que seja possível realizar algum sonho muito mais rapidamente.

Não fazer uma reserva financeira

Por mais que você saiba traçar planos e estratégias, é fundamental ter em mente que sempre é possível surgir um imprevisto. Como você poderia reagir positivamente a ele sem tê-lo planejado?

Essa é a importância da reserva financeira. Ela é capaz de dar a segurança necessária para as suas finanças pessoais, principalmente em momentos de instabilidade econômica ou no surgimento de problemas não previstos.

Estimar erroneamente os seus gastos

Tente imaginar uma viagem pela primeira vez a uma cidade litorânea, em um feriado, com três pessoas. Você ficou responsável por procurar uma acomodação, um meio de transporte, por mensurar os gastos com a alimentação e decidir as atividades turísticas. Logo, você vai calcular o valor da estadia, do combustível consumido e reservar uma quantidade de dinheiro para comer e se divertir.

No entanto, você se esquece de pesquisar os preços nessa cidade e acaba gastando mais na alimentação. Além disso, havia trânsito no trajeto de volta e o combustível saiu mais caro do que você esperava.

Percebe que, nessa situação, você fez uma estimativa falha dos seus gastos? Tendo em vista que você não conhecia a cidade para onde estava indo e não sabia qual era o custo de vida de lá, os valores não foram certeiros. Além disso, não considerou que era um feriado, portanto, muitas pessoas poderiam ter tido a mesma ideia de viagem, entre outros possíveis imprevistos que poderiam surgir.

Para realizar um bom planejamento financeiro na sua vida, é preciso se recordar sempre que a prevenção é o melhor remédio. Para se prevenir de imprevistos como esses, é uma excelente ideia ter uma boa estimativa dos gastos, com base em uma pesquisa prévia e detalhada de qualquer investimento, como no exemplo desta viagem.

9 passos para ter um ótimo planejamento financeiro

Sabendo quais são os principais erros que a maioria das pessoas comete em relação ao planejamento financeiro, chegou a hora de descobrir o que fazer para garantir um bom controle do seu dinheiro.

A seguir, confira 9 passos para criar um bom plano para curtir a vida com mais tranquilidade na nova idade!

1. Evite compras por impulso

Quem você acha que é o maior vilão da sua vida financeira? As compras não planejadas são ótimas candidatas para preencher esse cargo. Isso acontece porque quando você compra um produto por impulso, seja ele caro, seja ele barato, você compromete todo o cronograma que tinha idealizado.

Como resultado, esse dinheiro sairá de algum lugar — da quantia que você tinha reservado para a poupança ou até mesmo de uma conta para pagar. Por isso, quando você se deparar com um item que deseja muito, avalie a necessidade de adquiri-lo naquele exato momento, pesquise outros estabelecimentos a fim de encontrar melhores preços e analise se isso não vai comprometer outro campo da sua vida financeira.

Depois de muita consideração, se você perceber que pode e deve, faça a compra. Isso será benéfico até mesmo para que você perceba o valor que atribuiu a um item de desejo e identifique se você realmente quer ter aquele produto.

2. Dê importância aos objetivos mensais

Lembre-se que sem os objetivos devidamente traçados você não tem um norte para seguir e uma motivação para finalmente alcançar a realização de um sonho. Sendo assim, defina objetivos de curto, médio e longo prazos.

Os de curto prazo podem ser entendidos como aqueles que você precisa de dias ou no máximo duas semanas para realizar. Já os de médio prazo demandam mais tempo para serem alcançados, algo entre um ou mais meses. Os objetivos de longo prazo são aqueles que você precisa de pelo menos um ano ou mais para que ele realmente se concretize.

Ao dar importância aos objetivos mensais, você está visando realizar as suas metas de curto e médio prazo. Ao priorizá-las, é possível ter mais motivação para, enfim, realizar os seus maiores sonhos — incluídos nas metas de longo prazo.

3. Acompanhe as suas despesas diariamente

A fiscalização pessoal daquilo que você gasta é importante para identificar onde estão os maiores problemas e o que faz com que você gaste mais dinheiro inconscientemente.

Uma forma de realizar isso é acompanhando as suas despesas diariamente. Para isso, faça uso de uma caderneta, planilha ou aplicativo, onde você vai inserir todos os custos do dia, até mesmo os mais básicos, que parecem ser inofensivos.

Fazendo isso diariamente é possível ter uma boa mensuração, no final do mês, do que fez com que o seu dinheiro fosse embora mais rapidamente. Assim, você consegue estabelecer metas para reduzir a incidência desses gastos.

4. Organize as suas contas de acordo com a data de vencimento

Outro ponto crucial para ter boas finanças é evitar o atraso no pagamento. Dessa maneira, nada melhor do que prezar pela organização das contas de acordo com a data de vencimento.

Pense no lugar onde os seus boletos ficam na sua casa. Você separa uma pasta ou compartimento especialmente para eles ou usa a tecnologia para recebê-los diretamente na sua caixa de e-mail?

Se a sua resposta foi a primeira opção, então empilhe as contas de acordo com a data em que elas vão vencer. Caso seja a segunda opção, crie uma pasta no e-mail para colocar todas as despesas que precisam ser pagas. Além disso, desenvolva uma estratégia que faça com que você se lembre de pagá-las — com uma marcação no calendário, um papel na geladeira ou de outra forma.

Além disso, escolher um dia específico do mês para pagar todas as suas contas pode ser de grande ajuda. Outra opção é selecionar um dia da semana, como segunda, para efetuar o pagamento de todos os boletos que devem vencer até o próximo domingo.

São várias as maneiras que você pode criar para estabelecer uma rotina saudável de pagamento das suas dívidas. O fundamental é evitar os atrasos, pois eles implicam em juros e multa, ou seja, gastos extras.

5. Defina um valor para ser destinado a cada área da sua vida

planejamento financeiro: colocando dinheiro no porquinho cofre

Quer saber como economizar bem e evitar gastar dinheiro com coisas desnecessárias? Separe uma quantia adequada para cada área da sua vida. Sabemos que a alimentação é essencial, então descubra o quanto você gasta com isso e destine o valor necessário a essa categoria.

Depois, pense nos custos de moradia: aluguel, IPTU, condomínio e até mesmo as contas de água, luz, telefone, internet e gás. Reserve outra quantia da sua aposentadoria ou demais fontes de renda para realizar o pagamento dessas contas.

Já para o transporte, tenha em mente o quanto você deve gastar com combustível, IPVA, entre outras despesas para manutenção ou limpeza de um veículo, por exemplo. Caso você não tenha um automóvel, mensure o quanto costuma gastar por mês com ônibus, táxis etc. Assim, separe o valor para atender às suas necessidades.

A vestimenta é outro ponto fundamental. Separe um pouco de dinheiro para comprar suas roupas, seus sapatos e acessórios. Do mesmo modo, destine uma quantia adequada para você gastar com o que quiser, supérfluo ou não.

Guarde dinheiro também para cuidar da sua saúde — para gastar com remédios, consultas, exames, entre outras necessidades. Atente-se sempre aos cuidados importantes para o seu bem-estar e faça os investimentos necessários para garantir mais qualidade de vida.

Depois de organizar todas as suas despesas, é possível destinar uma parcela — nem que seja pequena — para seus investimentos. Contudo, lembre-se que essa economia precisa de um objetivo e estude o melhor meio para que ela possa render mais do que o esperado.

6. Fuja de parcelamentos extensos

Dependendo da compra, muitas vezes pode ser difícil realizar o pagamento à vista. Por isso, o parcelamento surge como uma ótima solução. De fato, esse benefício ajuda bastante o comprador, mas fazer muitas parcelas pode comprometer o seu planejamento financeiro.

Quando um estabelecimento oferece um parcelamento muito extenso, são grandes as chances de que seja inserida uma taxa de juros ao mês. Ao observar essa porcentagem, pode parecer que ela é realmente pequena, mas ao fazer os cálculos, isso pode implicar mais de 10% de juros em uma única compra.

Por esse motivo, o mais indicado é juntar um dinheiro com o objetivo de pagar o valor total do produto ou pelo menos dar uma entrada para que o número de parcelas seja menor. Assim, você evita acréscimos no valor da sua compra e pode investir esse valor que seria gasto em outros objetivos.

7. Tenha cuidado com a função crédito

Os cartões de crédito são realmente uma ferramenta bastante benéfica para o consumidor, mas quando não são usados controladamente, podem acabar complicando bastante a sua saúde financeira.

Desse modo, evite comprar coisas baratas com a função crédito. Prefira usá-la para parcelar itens mais caros — essa é outra estratégia para fugir de parcelas com juros. Além disso, faça o máximo possível para nunca atrasar o pagamento da sua fatura, pois as taxas de juros são altíssimas.

Esse cuidado também vale para o cheque especial e os empréstimos feitos pelo banco. Por mais que eles sejam úteis para quitar alguma dívida, eles têm muitos juros que, na maioria das vezes, acabam fazendo com que você se endivide novamente. Por essa razão, cuide bem do seu planejamento para evitar cair em ciladas.

8. Busque descontos

Você é daquelas pessoas que têm vergonha de pedir desconto? Pois saiba que isso também atrapalha o seu planejamento financeiro. Pense em um produto com 10% de desconto. Agora tente imaginar o quanto esse valor descontado pode se transformar em um mês, após diversas compras.

Depois de considerar o que isso pode acarretar em um mês, tente visualizar o que pode gerar em um ano. Fazendo as contas e vendo a vantagem na prática você nunca mais vai deixar de pedir um desconto, mesmo que pareça pouco!

9. Avalie as possibilidades de investimento

Você já conseguiu pensar no que fazer com a quantia que consegue economizar todo mês? Que tal fazer um investimento para que esse valor possa se multiplicar ainda mais? Após atingir uma certa idade, muitas pessoas desenvolvem uma visão errada de que não vale mas a pena tentar acumular algum montante ou fazer um investimento.

No entanto, ignorar esses tabus criados pela sociedade e entrar de cabeça em um investimento de boa qualidade pode ser uma ótima opção — não apenas para a sua saúde financeira, mas para toda a sua família.

Por esse motivo, não deixe de procurar um banco ou uma agência de investimentos que possa oferecer orientações nessa tarefa. Assim você analisa minuciosamente as opções que estão à sua disposição.

Os cuidados com planejamento financeiro na nova idade

Ao chegar até aqui, você leu bastante sobre a importância do planejamento financeiro, mas será que se convenceu de que isso é realmente essencial, até mesmo na nova idade? Se você ainda não tem certeza disso, é hora de acreditar!

Segundo uma pesquisa do SPC Brasil, 3 em cada 10 pessoas com mais de 60 anos se encontram em estado de inadimplência no mercado, neste exato momento. Isso acontece porque ainda não temos uma consciência econômica satisfatória na nossa sociedade, de forma a evitar problemas financeiros — dos mais simples possíveis aos mais complicados.

Por esse motivo, é comum encontrar pessoas presas com endividamentos, altas taxas de juros e multas, empréstimos que comprometem quase metade da sua renda mensal, entre outros problemas.

No entanto, após trabalhar por tantos anos, a nova idade é uma fase para colher os frutos plantados e aproveitar as boas coisas que a vida pode oferecer. Para isso, ter um conforto econômico é fundamental — portanto, o seu planejamento financeiro acaba sendo o seu maior aliado.

Depois de perceber a importância de montar um planejamento financeiro consistente, identificar onde você pode estar errando — de modo que o dinheiro acaba mais rapidamente — e de saber o que pode ser feito para melhorar o estado das finanças, chegou a hora de colocar em prática todo esse aprendizado. Em bem pouco tempo você conseguirá notar a diferença de ter uma vida financeira saudável e os benefícios de poder dormir sabendo que não tem nenhuma dívida.

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