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Convivência familiar na nova idade: importância para a família e para o idoso

convivência familiar
22/05/2020
1 minuto de leitura

Tente imaginar uma mesa cheia com seus entes queridos, mantendo uma conversa agradável em um almoço de domingo. Muito provavelmente a lembrança de algum dia veio à sua mente, e são momentos como esse que mostram para cada um de nós a importância da convivência familiar.

Afinal, a família é o primeiro meio social com o que temos contato. Desse modo, torna-se a base da nossa construção enquanto ser humano. Claramente, durante a fase adulta, é comum sobrar menos tempo para passar com os familiares.

Contudo, separar pelo menos um dia para se reunir com os pais, irmãos, tios, avós, sobrinhos e primos é necessário, principalmente para estar mais próximo das pessoas na nova idade.

E é por isso que, neste post, convidamos a gerontóloga Vânia Herédia para falar um pouco mais sobre o assunto. Acompanhe e saiba mais sobre a convivência familiar!

A importância da convivência para a família

Estar ao redor das pessoas que você ama e quer bem só tem a contribuir para o seu bem-estar e para a sua saúde mental. Isso porque uma das características mais importantes para a sobrevivência e evolução do ser humano, durante toda a existência da espécie, é a capacidade de andar em companhia de outras pessoas.

Atualmente, nada mudou e a necessidade social é evidente em todas as idades. Por essa razão, ter contato frequente com os membros de sua família oferece diversos benefícios, pois isso proporciona a oportunidade de:

  • renovar o humor;
  • cuidar dos entes queridos e ser cuidado;
  • manter o papo em dia;
  • fortalecer os laços familiares;
  • conhecer ainda mais cada pessoa.

A importância da convivência familiar para a nova idade

convivência familiar

Após os 60 anos, a importância de estar com a família ainda é maior. Afinal, com a chegada da aposentadoria, com os filhos crescidos, entre outros fatores, a pessoa na nova idade acaba com mais tempo livre e, muitas vezes, ocioso.

Por conta da redução do contato social, muitas vezes o sentimento de solidão pode surgir, principalmente se o indivíduo for viúvo ou separado. E é por isso que a família é fundamental para estar presente e fazer com que ele se sinta mais amado.

Além do mais, até o Estatuto do Idoso ressalta o direito das pessoas com idade acima dos 60 anos de ter a sua qualidade de vida garantida pelo Estado, pela sociedade e, principalmente, pela família. Isso reforça ainda mais o papel protagonista dos familiares de proporcionar momentos agradáveis e que façam com que a nova idade receba a atenção que merece.

No entanto, infelizmente, o envelhecimento não é sempre bem-visto na sociedade, pois ainda se associa a ele a imagem de uma pessoa dependente e necessitada, como se fosse um transtorno para os seus familiares que, por sua vez, têm que dividir a responsabilidade. A problemática nessa ideia é enorme e pode ser evidenciada de diversas maneiras, por exemplo:

  • nem todas as pessoas na nova idade perdem a sua autonomia;
  • um ente querido não deve ser visto como um estorvo, principalmente quando ele é seu pai ou mãe — afinal, foi ele quem criou você até a maioridade;
  • o envelhecimento é uma fase natural da vida e não precisa ser encarado com algo negativo.

A gerontóloga ressalta que ainda temos muito o que aprender para reconhecer a riqueza da experiência das pessoas idosas e, na maioria das vezes, isso precisa começar pela família. Além disso, é importante que essa consciência seja desenvolvida antes das perdas, a fim de valorizar aqueles que ainda estão em casa ou próximos de você.

Os impactos da ausência de convívio para a nova idade

Sabendo da importância de estar em família, o que acontece quando uma pessoa na nova idade é privada disso? A Dra. Vânia Herédia dá a sua opinião sobre o que a ausência do convívio familiar traz para os indivíduos nessa faixa etária:

“Eu diria que os idosos, os mais velhos inclusive, ficam com um sentimento de muita proximidade com a morte, então aqueles medos que muitas vezes permanecem escondidos ao longo da vida acabam aparecendo de uma forma mais evidente.”.

A seguir, veja os principais impactos que a ausência familiar causa em uma pessoa na nova idade!

Comprometimento da qualidade de vida

Como visto, o sentimento de solidão é muito presente nesses casos e isso pode contribuir para o surgimento de doenças psicológicas, como é o caso da depressão ou até mesmo a ansiedade — pois ficar só pode desencadear novos medos e receios.

Sendo assim, um dos principais impactos da ausência do convívio familiar em pessoas na nova idade é a redução de sua qualidade de vida. Afinal, o contato social é essencial para a saúde mental e, quando ela é comprometida, todo o bem-estar da pessoa também sofre alterações.

Maior medo de abandono

A gerontóloga ainda relaciona a questão de ficar só com o gênero do indivíduo. Segundo ela, o medo é bem mais visível nos homens, pois as mulheres têm uma história de vida mais vinculada ao atendimento doméstico. Geralmente, o sexo masculino é visto como o provedor, enquanto o outro tem o papel de cuidar da casa e da família. Dessa maneira, o olhar para o futuro e o contato com os familiares apresentam uma certa diferença.

Esse sofrimento pode ser ainda pior quando a família não tem a possibilidade de acolher o indivíduo em sua casa e precisa colocá-lo em um asilo. Muitas vezes, a realidade das casas de repouso não é tão positiva quanto parece ser.

Além disso, ainda que sejam bem tratadas nesse espaço, em alguns casos, é necessário que as pessoas da nova idade sejam internadas em bairros (ou até mesmo cidades) distantes da família, o que torna o processo de visita ainda mais difícil, podendo contribuir para a sensação de abandono. Nessa situação, o dilema entre a vida e a morte, como a Dra. Vânia acentuou, é mais frequente nas entrevistas institucionalizadas com idosos.

Isolamento social

Ainda há o caso do próprio indivíduo se afastar da família, por achar que pode estar incomodando, principalmente se tem alguma doença que limita as suas atividades. Quando isso ocorre, é fundamental que a família esteja presente para mostrar que o envelhecimento não é motivo de vergonha nem de isolamento social.

Em todos os casos, a convivência familiar se torna um meio evidente para garantir mais bem-estar e qualidade de vida a todos os membros. Já na nova idade, isso contribui para um envelhecimento saudável e mais longevidade. Sendo assim, programe-se para passar, pelo menos, algumas horas da semana na companhia dos seus entes queridos, e aproveite a oportunidade de se fazer presente e demonstrar afeto.

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