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Diálogos com a terceira idade: como manter relações saudáveis

Diálogos com a terceira idade
05/08/2020
1 minuto de leitura

A comunicação é uma das mais importantes ferramentas para preservar a vida social das pessoas que chegaram à novaidade, estabelecendo relações saudáveis e melhorando o convívio familiar. Se você convive diretamente com indivíduos com mais de 60 anos, é importante conhecer os benefícios que o diálogo pode trazer a vida dessas pessoas.

Pensando nisso, separamos algumas dicas para que as conversas entre os membros da família realmente possam promover a qualidade de vida e a melhoria na relação. Acompanhe!

1. Busque assuntos do universo da pessoa

Um dos recursos valiosos para trazer mais qualidade de vida para quem chegou a novaidade e melhorar o convívio familiar é estabelecer uma boa conversa. Funciona como uma terapia, na qual a pessoa pode ouvir, refletir e expor ideias, opiniões e experiências.

Qualquer membro da família pode estabelecer um diálogo saudável com uma pessoa com mais de 60 anos. Para isso, o ideal é que as conversas girem em torno de assuntos que estejam relacionados ao universo dela.

Ainda que a pauta seja sobre seus medos e anseios, essa é uma preocupação importante e fundamental para que o indivíduo se sinta confiante e integrado ao convívio familiar. Mesmo assim, é necessário buscar outras temáticas mais leves e que tenham tudo a ver com a pessoa, como a vitória de um time do coração ou receitas culinárias.

Entenda que nem todo diálogo precisa ser sobre assuntos complexos ou profundos, portanto, jogar conversa fora sobre amenidades também é bastante importante.

2. Mostre-se interessado nas experiências do outro

Geralmente, pessoas com mais de 60 anos sentem prazer em compartilhar suas experiências, lembranças e histórias de vida.

Fazer uma pergunta sobre algo relacionado a sua juventude demonstra que a família tem interesse na trajetória da pessoa que chegou a novaidade, fazendo com que ela se sinta valorizada e mantenha seu cérebro ativo, exercitando a memória.

Há perguntas pertinentes para várias situações. Por exemplo, se você está grávida, pode perguntar para uma mulher como foi o seu primeiro trabalho de parto. Ou como foi para o homem receber a notícia que seu primeiro filho estava a caminho.

Também é possível abordar temas históricos, como a eleição de um determinado presidente ou a compra do primeiro aparelho de televisão.

Outras abordagens também são extremamente importantes para a afetividade. Nesse caso, é possível fazer perguntas sobre outros membros da família que você não teve a oportunidade de conhecer.

3. Seja atencioso

Toda conversa é pautada no diálogo entre duas pessoas, em que os dois podem ouvir e falar. Ao estabelecer o contato com uma pessoa que chegou a novaidade, realmente pare para escutar o que ela tem a dizer. Faça isso de coração aberto, buscando entender seus desejos e suas preocupações.

Quando a pessoa percebe que você está disposto a ser um bom ouvinte e procura compreender o que ela tem a dizer, a tendência é que se mostre mais aberta ao diálogo.

A mesma atenção deve ser dada ainda que ela seja portadora de alguma condição que o faça divagar além da conta. Seja paciente e, se for preciso, faça perguntas para conseguir acompanhar o raciocínio dela.

4. Fale de maneira clara e objetiva

Diálogos com a terceira idade

Ao chegar a novaidade, algumas pessoas podem ser acometidas por patologias que dificultam a comunicação, como problemas na fala e na audição. Isso não significa que sua capacidade cognitiva foi afetada: elas são capazes de entender a mensagem, desde que transmitida com calma.

Por isso, a melhor maneira é falar pausadamente, de forma clara e bastante objetiva. As palavras devem ser pronunciadas pausadamente, o tom de voz deve ser alto — com cuidado para não gritar, a não ser que peçam.

Formule frases simples e procure achar o ritmo mais adequado para estabelecer o diálogo. Aos poucos, você descobrirá o melhor tom para ser usado com cada pessoa.

5. Respeite as características pessoais da pessoa

Além de reconhecer as limitações, é necessário respeitar as características pessoais de cada um. Ou seja, é preciso considerar a personalidade para que o convívio familiar realmente possa ser agradável.

Desapegue da ideia de que pessoas com mais de 60 anos são crianças. Elas são adultas com uma grande bagagem e muitas experiências para compartilhar por isso, não devem ser subestimadas.

Se a pessoa não tem dificuldades para se comunicar, não é necessário mudar o vocabulário ou o tom da conversa. No entanto, se você estiver lidando com uma pessoa teimosa ou que não aceita ajuda, as dicas relatadas até aqui são muito úteis para lidar com personalidades mais fortes. Lembre-se que paciência e compreensão é a chave para um convívio familiar positivo.

6. Mantenha o contato visual

Evite conversar com pessoas com mais de 60 anos durante um filme. O som da TV, computador ou rádio pode atrapalhar o entendimento das mensagens e fazer com que ela sinta que, na verdade, você não está tão interessado em dialogar.

Não force a situação. Procure se relacionar de forma aberta e afetuosa, deixe que a pessoa veja seu rosto, para que faça uma leitura labial caso necessário e, o mais importante: olhe nos olhos, fundamental em qualquer fase da vida.

Quando você mantém o olhar focado no outro, a pessoa sente que é valorizada. Isso ajuda a demonstrar o interesse, eleva a confiança e contribui para a construção de relações mais saudáveis, pautadas no respeito mútuo.

7. Deixe claro que está aberto para conversar a qualquer momento

Pessoas com mais de 60 anos devem ser tratadas com cuidado, respeito, atenção e carinho. Mostre a elas que você está disposto a caminhar ao seu lado, garantindo mais qualidade de vida e o apoio necessário em qualquer situação.

Um dos objetivos é não deixar que o indivíduo se isole em seu próprio mundo. É preciso dar abertura para que se sinta à vontade para conversar, expor seus pensamentos e fazer pedidos de acordo com suas demandas pessoais, nas horas que quiser e não só quando for abordado por algum membro da família.

É possível conversar sobre centenas de assuntos com pessoas de qualquer idade e estabelecer relações saudáveis em qualquer configuração familiar. Para isso, é preciso ter consciência de que todos merecem respeito e devem ser tratados como indivíduos autônomos, independentemente da fase da vida.

Que tal falarmos um pouco sobre a saúde? Saiba mais sobre a saúde da família.

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