Pesquisa

Você sabe quais são os tipos de diabetes? Descubra aqui!

tipos de diabetes: mulher medindo sua glicose com aparelho para controle de diabetes
18/12/2019
1 minuto de leitura

Você já deve ter ouvido falar sobre o diabetes, certo? Essa doença costuma afetar muitas pessoas e pode gerar sérias consequências para a saúde se não for devidamente controlada.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), o Brasil abriga cerca de 13 milhões de pessoas que vivem com diabetes (6,9% da população) e esse número está crescendo. Muitos nem sabem que tem a doença e, em alguns casos, o diagnóstico leva tempo — e, consequentemente, favorece o aparecimento de complicações.

Isso acontece porque essa é uma enfermidade crônica, muitas vezes, silenciosa e assintomática. A pessoa pode passar anos sem apresentar ou notar algum sintoma significativo. Por isso, é importante saber sobre os tipos de diabetes e como você pode prevenir e tratar essa doença. É o que você encontra neste artigo. Boa leitura!

O que é diabetes?

O termo diabetes — diabetes mellitus — refere-se à doença metabólica causada pela pouca produção ou baixa ação de insulina (resistência à insulina), hormônio que regula a quantidade de glicose (açúcar) no sangue.

Vale lembrar que a insulina é um hormônio produzido no pâncreas. Sua ação é a de facilitar o transporte da glicose do sangue para as células. Assim, se houver falta dela ou resistência à sua ação, a taxa de açúcar no sangue tende a aumentar (hiperglicemia), ocasionando o quadro de diabetes.

O mau controle dessa doença pode causar complicações em diferentes regiões do corpo — no longo prazo, esse excesso de açúcar pode danificar nervos e vasos sanguíneos, que podem provocar inúmeras complicações. Entre eles, podemos citar:

  • aceleração da aterosclerose, aumentando o risco de infarto agudo do miocárdio (IAM) e acidente vascular cerebral – AVC (derrame);
  • insuficiência renal;
  • alteração da retina (retinopatia);
  • prejuízo (neuropatia) nos membros inferiores;
  • queda da imunidade;
  • risco de infecções oportunistas.

Qual é a importância do pâncreas?

O pâncreas se localiza na parte de trás do estômago e produz hormônios essenciais para o sistema digestivo de uma pessoa. A principal função dele é controlar os níveis de açúcar no sangue. Para isso, ele é responsável pela produção de dois hormônios: insulina e glucagon.

Em condições normais, quando a glicose aumenta no sangue, as células beta do pâncreas produzem insulina. De acordo com as necessidades, a glicose pode ser utilizada como fonte de energia ou armazenada como gordura. O hormônio glucagon, por sua vez, é produzido pelas células alfa do pâncreas e aumenta o açúcar no sangue.

Quais são os tipos de diabetes existentes?

tipos de diabetes: mulher de meia idade medindo sua glicose para controle da diabetes com aparelho em sua casa

Ao contrário do que muitos pensam, existem vários tipos de diabetes. Conheça os principais a partir de agora.

Diabetes tipo 1

No diabetes tipo 1, o sistema imunológico, de maneira equivocada, ataca as células beta produtoras de insulina, fazendo com que o pâncreas perca a capacidade de produzir esse hormônio.

Diante desse cenário, o corpo libera pouca ou nenhuma insulina, fazendo com que a glicose fique no sangue em vez de ser usada como fonte de energia. Esse tipo de diabetes afeta cerca de 5% a 10% das pessoas que apresentam a doença e os primeiros sintomas costumam surgir já na infância — o que não a impede de ocorrer também na fase adulta.

Diabetes tipo 2

No diabetes tipo 2, ao contrário do tipo 1, o pâncreas produz insulina. A doença é resultado da incapacidade de o organismo usar a insulina produzida em seu interior — há casos em que ele nem mesmo consegue produzir insulina o bastante para controlar os níveis de açúcar no sangue.

Cerca de 90% das pessoas que têm diabetes se enquadram no tipo 2. É mais comum a sua incidência em adultos, embora crianças também possam apresentar. Ela pode ser causada por inúmeros fatores, entre eles: obesidade e sedentarismo

Pré-diabetes

O termo pré-diabetes é usado quando os níveis de glicose no sangue estão mais altos do que o normal, mas não o suficiente para o diagnóstico de diabetes tipo 2. Cerca de 50% dos pacientes nesse estágio vão desenvolver a doença.

Segundo pesquisa da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) apenas 30% dos pacientes com pré-diabetes tinham informações sobre esse risco. Pessoas com obesidade, hipertensão arterial e alterações níveis de gordura no sangue estão no grupo de alto risco.

Diabetes gestacional

Durante o período de gestação, é comum que o corpo da mulher passe por mudanças hormonais. A placenta libera diversos hormônios que podem reduzir a ação da insulina. O bebê que está diante de grandes quantidades de glicose da mãe apresenta maior risco de crescimento em excesso (macrossomia fetal), hipoglicemia neonatal, partos traumáticos e de obesidade e diabetes na vida adulta.

Nenhuma mulher está imune ao diabetes gestacional e nem sempre os sintomas são facilmente identificáveis. O mais recomendado é que ela faça, no inicio da gestação, um exame de sangue (glicemia jejum), repetido por volta da 24ª semana e associado ao teste oral de tolerância após estimulo com glicose.

Ainda que esse tipo de diabetes possa se manifestar em qualquer mulher, gestantes com histórico pessoal ou familiar da doença e ganho excessivo de peso durante a gravidez elevam as possibilidades de desenvolver a enfermidade.

Quais são os fatores de risco que predispõem ao diabetes?

Ainda não se sabe exatamente o que causa o diabetes tipo 1. Os principais fatores de risco são a hereditariedade e algumas infecções virais, que podem desencadear no organismo o processo autoimune de destruição das células beta do pâncreas que produzem insulina.

Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), alguns fatores podem contribuir para que o diabetes tipo 2 se desenvolva:

  • diminuição da tolerância à glicose ou glicose de jejum alterada
  • antecedente familiar, tendo pai ou irmão com diabetes;
  • hipertensão arterial;
  • colesterol alto ou alterações na taxa de triglicérides no sangue;
  • aumento de peso, sobretudo se a gordura estiver localizada na cintura;
  • condições associadas ao diabetes, como a doença renal crônica;
  • diabetes gestacional ou parto de bebê com peso maior que quatro quilos;
  • síndrome de ovários policísticos;
  • distúrbios psiquiátricos, a exemplo de depressão, esquizofrenia e transtorno bipolar;
  • frequente apneia do sono;
  • uso de medicamentos glicocorticoides.

Como prevenir e tratar o diabetes?

A melhor forma de prevenir a doença e manter a taxa de açúcar no sangue controlada é adotando práticas e hábitos saudáveis, que incluem:

  • comer mais verduras, legumes e frutas;
  • reduzir o consumo de gorduras, açúcares e sal;
  • praticar exercícios — mesmo os mais leves já são benéficos;
  • evitar o excesso de peso.

Parte da explicação para o problema na produção de insulina está nos fatores genéticos. No entanto, o estilo de vida é um fator determinante para o surgimento do diabetes, especialmente o tipo 2. Por isso, é importante ter uma vida saudável e equilibrada. Os tratamentos para essa doença variam de acordo com os tipos de diabetes e precisam de acompanhamento médico para ter um diagnóstico adequado.

O diabetes tipo 1 é chamado de insulinodependente, porque exige o uso de insulina por via injetável para suprir a falta no organismo.

O diabetes tipo 2 não depende necessariamente do uso de insulina. A doença pode ser controlada por meio de dieta equilibrada e medicamentos. Os exercícios físicos são muito importantes, pois estimulam a ação da insulina e reduzem a glicemia pelo aumento do uso da glicose como fonte de energia.

É vital ter um acompanhamento médico antes de optar por qualquer atividade ou rotina alimentar. Apenas esse profissional poderá definir o melhor tratamento para o seu caso. Independentemente dos tipos de diabetes, com o tratamento adequado, a doença pode ser controlada e a pessoa conquista mais qualidade de vida. Caso você apresente algum dos sintomas ou fatores de risco, procure um médico e se informe.

Entendeu a diferença entre os tipos de diabetes? Se você tem alguma experiência, informação ou dúvida sobre esse assunto, não deixe de compartilhar conosco nos comentários!

Powered by Rock Convert

Você pode se interessar também:

  Desenvolvido por Ventron