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Acabe com suas dúvidas sobre tipos de câncer e tratamentos

24/02/2020
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No geral, existem cerca de 100 tipos de câncer que podem ser desenvolvidos em qualquer região do corpo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), essa é uma doença que atinge 43,8 milhões de pessoas no mundo e a tendência é que esse número aumente 63% nos próximos 20 anos, a menos que alguma medida seja tomada.

O câncer se manifesta na forma de tumores em uma ou mais partes do corpo, resultados de uma mutação aleatória causada no processo de divisão de algumas células no organismo. Quando não é tratado da forma certa, esse problema pode ser fatal.

Por isso, é sempre importante saber mais sobre essa doença e procurar medidas preventivas. Neste guia, vamos apresentar os diferentes tipos de câncer e explicar um pouco mais sobre como cada um deles se manifestam. Acompanhe!

O que é o câncer?

Praticamente todos os tecidos do nosso corpo estão em constante renovação e passam o tempo inteiro pelo processo de mitose, um tipo de divisão celular que faz com que surjam novas células. Durante esse procedimento, pode ocorrer algumas anormalidades, como o crescimento desordenado dessas mesmas células, o que é capaz de gerar tumores.

Os tumores, por sua vez, podem ter caráter:

  • benigno: não interferem na saúde da pessoa nem fazem metástase (a capacidade de se propagar por outras células por meio da criação de novos vasos sanguíneos), além de que, muitas vezes, não precisam ser retirados;
  • maligno: aqueles que podem comprometer seriamente o bem-estar do paciente e são capazes de realizar metástase.

O câncer nada mais é que um tipo de tumor maligno que se forma em algum órgão e pode se espalhar pelo resto do corpo, principalmente as células adjacentes. Sua origem se dá por meio de alguma mudança na composição genética (mutação) dessa estrutura celular.

Quais são os tipos de câncer mais comuns?

O câncer pode se dividir em duas categorias: a primeira é conhecida como sarcoma, que é quando se inicia nos tecidos conjuntivos (músculos, articulações, estrutura óssea etc.), e a outra é chamada de carcinoma, quando atinge tecidos epiteliais (pele, mucosas, entre outros). Além disso, é possível que ele seja metastático ou não.

Como visto, essa doença pode aparecer em qualquer órgão do corpo, embora alguns sejam mais atingidos. A seguir, veja quais são os tipos de câncer mais comum entre os pacientes do Brasil!

Pele

Segundo os dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), 30% dos casos de câncer no Brasil são referentes ao de pele. Nesse caso, ele pode ser melanoma ou não, embora a segunda versão seja a mais frequente no país.

O câncer melanoma é um dos mais perigosos, pois ele tem rápido crescimento e é mais provável de se espalhar. Geralmente, ele surge por meio de uma pinta com aspecto irregular (também chamada de nevo), que cresce de maneira acelerada.

Já o não-melanoma, conhecido como carcinoma basocelular, é o que mais acontece no Brasil. Apesar de ser menos metastático, ele também traz sérias consequências para a saúde. Porém, as chances de tratamento de câncer são maiores e raramente é necessário fazer o uso de procedimentos invasivos, como a radioterapia ou quimioterapia.

Um dos maiores fatores de risco para o câncer de pele é ficar muito tempo exposto à luz solar. Os raios ultravioleta emitidos pelo Sol podem alterar as estruturas genéticas das células da derme. Desse modo, a prevenção mais eficiente é o uso frequente do protetor solar, principalmente nos horários de maior incidência (entre as 10h e 15h).

Próstata

tipos de câncer

A próstata é um órgão exclusivamente masculino. Ela pertence ao sistema reprodutor do homem e é a principal responsável pela produção dos fluidos que constituem o sêmen, material fértil e importante para a reprodução.

Esse órgão está localizado próximo à uretra, na parte interna da pelve. Por isso, um dos exames mais relevantes para o diagnóstico do câncer de próstata é realizado por meio do toque retal em consultório médico.

O câncer na região, na maioria das vezes, manifesta-se por meio da dificuldade ou ardor ao urinar, dores locais e sangramento na urina. Por seus sintomas serem relativamente silenciosos e associados a problemas na bexiga, a doença é a segunda maior causadora de morte entre pessoas do sexo masculino.

Mama

O câncer de mama pode atingir a todos os gêneros. Afinal, ele se desenvolve principalmente nas glândulas mamárias, embora seja mais raro em homens. 29% dos quadros de câncer registrados no Brasil se envolvem nesse órgão.

Alcoolismo, tabagismo, histórico familiar, menarca precoce (antes dos 8 anos de idade), menopausa tardia (aproximadamente após os 50 anos) são alguns dos fatores de risco para essa doença. Por essa razão, o autoexame (o ato de examinar as próprias mamas para se certificar de que não há a presença de alguma anormalidade) é tão indicado para a prevenção, assim como a mamografia anual após os 40 anos, faixa etária em que os riscos aumentam.

Pulmão

A quantidade de casos de câncer de pulmão sofreu uma queda, principalmente pela conscientização em relação aos malefícios do tabagismo, um dos maiores fatores de risco da doença.

Entre os principais sintomas desse tipo de tumor maligno estão a tosse contínua (algumas vezes, com a presença de sangue), infecções respiratórias, falta de ar, chiado no peito, dor local, febre, calafrios, fadiga e perda de apetite.

Boca

Lábios, bochechas, língua (debaixo e nas bordas), gengivas e o céu da boca são regiões que também podem ser afetadas por tumores malignos. Segundo o INCA, atualmente, são mais de 14 mil casos de câncer de boca.

Existem vários fatores que aumentam o risco de ser atingido por esse problema, como:

  • consumo excessivo de álcool;
  • tabagismo;
  • exposição ao sol sem proteção solar;
  • exposição a materiais radioativos ou objetos nocivos à saúde humana.

A presença de nódulos, manchas (vermelhas ou esbranquiçadas), lesões contínuas, dificuldade na fala ou na mastigação e incômodo na garganta são alguns dos sinais mais frequentes quando há a presença de tumores nesses órgãos.

Colo de útero

O câncer de colo de útero é outro dos que mais atingem as mulheres no Brasil. Não é à toa que ele se tornou o foco de diversas campanhas de prevenção, ainda mais em relação ao vírus HPV (papilomavírus humano), uma DST (doença sexualmente transmissível) que é um grande fator de surgimento de tumores.

Pessoas com mais de 25 anos precisam realizar o exame preventivo com frequência, chamado Papanicolau, que tem objetivo de encontrar precocemente quaisquer anomalias no sistema reprodutivo, como lesões, células cancerosas, entre outras.

Bexiga

Chamado também de carcinoma urotelial, esse tipo de tumor é capaz de afetar a musculatura do órgão responsável pelo armazenamento de urina, antes de ser excretada pela uretra, dentro do trato urinário.

Com o diagnóstico e tratamento precoces, a estimativa de melhora é de até 92%. Por isso, é de extrema importância prestar atenção em sinais como dificuldade ou impossibilidade de urinar, incontinência urinária, sangramentos, fluxo fraco, entre outros.

Quais são as causas?

O problema pode ter origem nos mais variados fatores, sejam eles internos (predisposição genética) ou externos (hábitos adotados pela pessoa que interferem na sua qualidade de vida). Muitas vezes, diversos agentes atuam para a alteração do funcionamento do organismo e o surgimento do câncer.

Como visto, muitos deles estão relacionados às causas ambientais, como o de pele, que se dá principalmente por conta da exposição em excesso à radiação solar, ou o de pulmão e boca, que podem ser provocados pelo consumo do cigarro.

Já outros têm muita influência genética e caráter hereditário. Por exemplo, se seus parentes de primeiro grau tiveram câncer de mama ou de colo de útero, as chances de você também ser atingido por esse problema são maiores.

Pessoas na nova idade também podem ser mais suscetíveis às mutações que geram o câncer justamente por terem sido expostas aos fatores de risco por mais tempo. Por isso, muitos dos exames, principalmente os específicos das mulheres e dos homens, devem ser realizados periodicamente após uma determinada idade, em geral, próxima aos 40 anos.

Quais os fatores de risco?

Ainda sobre os fatores de risco que influenciam o surgimento do câncer, chegou a hora de entender melhor cada um deles. Esse termo surgiu para descrever a probabilidade de que uma pessoa saudável tem de desenvolver a doença por conta das condições internas e externas.

Eles podem surgir por meio do estilo de vida adotado pela pessoa ou podem ser herdados de seus familiares — assim como podem ser transmitidos aos seus descendentes. A seguir, saiba mais sobre as principais causas que influenciam o desenvolvimento o câncer!

Hereditariedade

Durante a concepção de um bebê, ele recebe traços genéticos tanto de seu pai quanto de sua mãe, que por suas vezes, receberam dos avós e assim por diante. Todos esses códigos trazem consigo informações organizadas em sequências de DNA, que compõem os genes.

Nesses genes, podem haver a predisposição a alguma doença. Problemas cardíacos, alergias, Alzheimer e diversos tipos de câncer são alguns dos exemplos de complicações de saúde que podem ser herdadas.

Estilo de vida

Como visto, alguns hábitos praticados ao longo da vida também favorecem a alteração das células de algum órgão. Dentro desse contexto, obesidade, tabagismo, alcoolismo, má alimentação, práticas sexuais sem proteção, uso indevido de medicamentos ou drogas, exposição em excesso à luz solar são alguns dos exemplos.

O excesso de peso pode influenciar a síntese hormonal de um corpo. Desse modo, as células dos órgãos que estão relacionados com os hormônios, principalmente sexuais (progesterona, estrogênio e androgênios) podem começar a sofrer alterações, o que propicia o surgimento de tumores, inclusive os malignos.

Tanto o tabaco quanto o etanol têm efeitos cancerígenas quando estão em contato com o nosso organismo, assim como podem servir como meio para que outras substâncias que trazem risco ao corpo atuem.

Do mesmo modo, prezar por uma dieta saudável, rica em nutrientes ricos e sem alimentos processados, favorece o funcionamento normal do corpo e aumenta a autodefesa. Além disso, a necessidade de proteção no dia a dia é real, seja com o uso de filtros solares, que bloqueiam o contato dos raios UV, ou de preservativos, que impedem a transmissão de DSTs.

Ambiente ocupacional

Ainda há a influência do ambiente ocupacional. Por exemplo, o contato por muito tempo com radiações ionizantes é capaz de alterar o funcionamento do organismo. Estar exposto a produtos químicos, sem a devida proteção, também tem o mesmo efeito.

É por essa razão que profissionais que exercem funções que envolvem uma periculosidade acima do normal devem receber os equipamentos de proteção adequados, assim como todos os meios de garantir que a sua saúde não será comprometida.

O que é a metástase?

A metástase é praticamente a capacidade que um tumor têm de propagar as suas características para outro local dentro do corpo. É importante ressaltar que isso não tem relação com transmissão, e o câncer não pode ser passado de uma pessoa a outra — apenas a predisposição é realizada por meio genético, mas não pelo contato.

Alguns tumores são capazes de adentrar a corrente sanguínea de um paciente se disseminar para outros órgãos. Outros também podem invadir o sistema linfático para se propagar. Nesses casos, chamamos o câncer de metastático e é necessária a intervenção de outros meios de tratamento, além da cirurgia para retirar o nódulo.

Como são os tratamentos?

Cada tipo de câncer e o modo que se manifestou no organismo de uma pessoa envolvem um tratamento específico. No geral, o que acontece é a cirurgia oncológica, que busca remover o tumor do órgão em questão.

Contudo, muitas vezes, é necessário empregar outras técnicas de tratamento. A seguir, conheça 3 delas!

Quimioterapia

A quimioterapia é uma técnica medicamentosa com objetivo de atingir as células causadoras do câncer. Cada substância age de forma específica, sendo administrada via oral, tópica, intravenosa, subcutânea ou intramuscular a fim de ser transportada por meio da corrente sanguínea. Esse tratamento pode ser feito sozinho ou em conjunto com outras modalidades.

A duração do tratamento varia de acordo com o quadro em que o paciente se encontra, considerando características como o tipo de câncer, o estágio do tumor, a resposta aos tratamentos, faixa etária, entre outras.

O indivíduo que está em quimioterapia é capaz de realizar as suas atividades normalmente, embora seja necessário relatar ao médico qualquer reação adversa e descansar sempre que possível.

Um dos efeitos colaterais mais conhecidos da quimioterapia é a queda de cabelos. Isso não ocorre com todos os pacientes, mas quando acontece, os fios voltam a crescer assim que o tratamento se encerra. Além disso, é comum relatos de fraqueza no corpo, alteração no peso, feridas na boca, enjoo, vômitos e diarreia.

Já os sinais que precisam de atenção e orientação médica são febre igual ou acima de 38°C (importante ir imediatamente ao médico caso ela dure mais de duas horas), sangramentos, dores que não existiam antes do tratamento, manchas vermelhas, problemas respiratórios, entre outros sintomas que não estavam presentes antes.

Radioterapia

Esse é outro tratamento muito utilizado e que tem grande eficácia. A radioterapia é útil para reduzir dores, desconfortos e outros sintomas, assim como contribui para diminuir ou para evitar o crescimento do tumor. Desse modo, ainda que ela não leve a cura em alguns pacientes, dependendo do seu estágio de câncer, ela é capaz de trazer mais qualidade de vida e conforto. 

Durante esse tratamento, a radiação é manipulada para atingir as células não-sadias. Apesar disso, o paciente não sente nada nem é capaz de ver os espectros da radiação. A quantidade de sessões e o tempo de tratamento dependem também da espessura do tumor e da reação à terapia.

Os efeitos colaterais que a radioterapia pode trazer é a fadiga, perda de apetite e alguns pacientes relatam alterações na pele, como vermelhidão, queimadura, coceira ou desidratação. Em caso de reações diferentes dessas, é importante relatar imediatamente ao médico ou retornar ao hospital.

Transplante de medula óssea

Alguns tipos de câncer alteram também as células sanguíneas, que é o caso da leucemia. Nesse cenário, é necessária a reposição da medula óssea perdida por células mais saudáveis e isso se dá por meio do transplante. Esse tratamento também pode ser útil nos casos que envolvem doses muito altas de quimioterapia ou radioterapia.

O transplante pode ser realizado de duas maneiras: autóloga ou alogênica. A primeira se trata da retirada da medula do próprio paciente no início do tratamento, enquanto as suas células ainda estão saudáveis para, em seguida, serem recolocadas para repor as organelas perdidas.

Já o tratamento alogênico envolve a doação de medula óssea ao paciente, seja por familiares próximos, como irmãos ou filhos, ou por pessoas compatíveis imunologicamente. Esse tipo é mais frequente nos quadros de leucemia ou linfoma.

Qual a importância da detecção precoce da doença?

Quanto mais cedo o câncer for detectado, maiores serão as chances de cura. Além disso, os tratamentos para os estágios iniciais do tumor são mais amenos e efetivos, o que evita o desgaste físico e mental do paciente.

Por isso a importância de realizar o check up médico periodicamente e estar sempre atento a qualquer alteração do estado de saúde da pessoa. Afinal, os sintomas mais simples podem colaborar para um rastreamento e diagnóstico mais precisos e rápidos.

O que significa a remissão?

A remissão se trata do período em que o tratamento foi finalizado e a pessoa não apresenta mais sinais da doença. No entanto, no caso do câncer ou de outras doenças infecciosas, estar tudo sobre controle não significa necessariamente que ela está curada ou que o problema não possa retornar.

Alguns pacientes com câncer são denominados curados apenas quando não há traços da doença por mais de cinco anos depois do tratamento. No entanto, alguns tipos podem se manifestar novamente após esse período, que é o caso do câncer de mama e de próstata, o que é chamado de recidiva tardia.

Quais cuidados ter com câncer em remissão?

Desfrutar do prazer de se ver livre dos sintomas do câncer é o primeiro passo de uma pessoa em remissão. Contudo, alguns cuidados precisam ser tomados para evitar novas complicações de saúde.

O principal deles é continuar as visitas frequentes ao médico e isso não significa cuidar apenas da saúde física, mas também da mental. Além disso, ficar de olho em qualquer sinal que o corpo possa apresentar é fundamental. Por fim, manter as atividades preventivas também colabora para a recuperação total.

Como se prevenir do câncer?

Apesar de o câncer não ser uma doença que pode ser totalmente prevenida, existe um conjunto de ações para evitar os fatores de risco externo e ajudar a detectar a doença em seus primeiros estágios.

O primeiro passo é eliminar os efeitos que os fatores de risco externo podem causar à saúde da pessoa, por exemplo:

  • evitar o tabagismo e o consumo de álcool;
  • controlar o peso corporal;
  • praticar atividades físicas regularmente;
  • evitar a exposição indevida a radiação ou elementos químicos ionizantes;
  • usar filtro solar, chapéus e demais proteções, na pele, cabelos e lábios, sempre que se expor ao ambiente externo à sua residência;
  • nunca deixar de lado os preservativos durante as relações sexuais a fim de evitar DSTs, como o HPV;
  • visitar o médico sempre que notar a presença de um sintoma diferente;
  • manter os exames em dia, como hemograma, exames de fezes urina, eletrocardiograma, teste ergométrico, entre outros;

Por fim, vale a pena dar mais atenção para o que você coloca para dentro do corpo, adotando uma alimentação nutritiva. Uma dieta saudável é capaz de prevenir inúmeras doenças, além de provocar a sensação de bem-estar e melhorar a qualidade de vida de um indivíduo.

Para isso, é sempre importante procurar a ajuda de um nutricionista para encontrar o cardápio que atenda às suas necessidades nutricionais, assim como cortar o consumo em excesso de sódio, açúcar, refinados, embutidos, enlatados e alimentos ultraprocessados.

Como você pôde ver, existem diversos tipos de câncer, embora alguns sejam mais frequentes no Brasil. Como essa doença pode trazer sérias complicações na vida de uma pessoa, é importante sempre estar atento a qualquer sinal que possa indicar a alteração do funcionamento de seu organismo e procurar um médico o quanto antes.

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