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Osteoporose: o guia completo de cuidados para a nova idade

osteoporose
12/06/2020
1 minuto de leitura

A osteoporose é uma doença que afeta os ossos e pode surgir por diversos motivos, em qualquer idade. Entretanto, ela é mais frequente em pessoas acima de 50 anos, sobretudo em mulheres após a menopausa. Tais características exigem medidas preventivas por meio de uma assistência médica especializada, e que priorize a prevenção de quedas a fim de minimizar o risco de fraturas.

Neste material, compilamos um conteúdo focado nos principais conceitos, complicações e prevenções da osteoporose. Explicaremos a relação entre a falta de minerais, a redução da resistência óssea e a maior predisposição a quedas e fraturas na nova idade. Veja, também, a importância da orientação profissional para conviver melhor com a doença e amenizar seus sintomas. Boa leitura!

Entenda o que é a osteoporose

No processo natural da fisiologia do organismo ocorre uma constante absorção e substituição da matriz celular que forma o tecido ósseo. Porém, por influência de diferentes fatores como ação hormonal, doenças preexistentes e envelhecimento, esse mecanismo sofre sucessivas alterações. Nessa condição, as substituições não acontecem como deveriam. Por isso, instala-se um quadro de fragilidade óssea — a osteoporose.

Essa doença tem características singulares e que exigem a necessidade de exames periódicos e outras medidas de prevenção. Esses cuidados são extremamente importantes, já que a osteoporose pode se desenvolver silenciosamente, ou seja, sem que a pessoa perceba os sintomas.

O termo osteoporose significa, literalmente, “osso poroso” porque a densidade dos ossos diminui e fica com aspecto semelhante a uma esponja. Isso reduz a sua qualidade e os torna enfraquecidos e mais sujeitos a fraturas. Vale destacar que essa perda óssea se dá de forma progressiva, o que dificulta o diagnóstico. Por essa razão, muitos pacientes descobrem que estão com osteoporose apenas quando sofrem alguma quebra.

Além dessa redução gradual da densidade mineral óssea, uma característica muito comum na nova idade é a diminuição da força muscular, fator que afeta a mobilidade e acentua o risco de fraturas e de quedas. Mediante isso, a osteoporose requer tratamento precoce a fim de minimizar os seus efeitos futuros sobre a saúde.

Tipos de osteoporose

A osteoporose primária está associada à variação do hormônio estrogênio, que é reduzido principalmente na menopausa. Esse tipo de doença também resulta do processo natural de envelhecimento. Já a osteoporose secundária se manifesta em decorrência de outras doenças inflamatórias crônicas ou pelo uso inadequado de certos medicamentos, principalmente glicocorticoides.

A Organização Mundial de Saúde (OMS), divulgou dados alarmantes e que sugerem intervenções mais eficazes para diminuir a prevalência desse problema em nossa população. Afinal, aqui no Brasil há mais de 10 milhões de pessoas com osteoporose, o que consome cerca de 1,2 bilhão de reais anuais em tratamento.

Conheça os fatores de risco para o surgimento da osteoporose

Na osteoporose, os fatores de risco são classificados em fixos e modificáveis. Para melhor compreensão podemos exemplificar assim: idade ou gênero são fatores fixos porque não podem ser alterados, enquanto questões ligadas ao estilo de vida — como dieta e alcoolismo — podem ser modificados.

Listamos mais alguns fatores que influenciam o desenvolvimento da osteoporose. Confira!

Fatores de risco fixos

Mesmo que esses fatores de risco não sejam passíveis de alterações, ter consciência deles ajuda a adotar ações mais favoráveis à redução da perda mineral do tecido ósseo. Entre os mais conhecidos, destacam-se:

  • idade;
  • gênero feminino;
  • artrite reumatoide;
  • doenças autoimunes;
  • casos anteriores de fratura;
  • etnia caucasiana ou oriental;
  • histórico familiar de osteoporose;
  • histerectomia (cirurgia para retirada do útero).

Fatores de risco modificáveis

Os fatores modificáveis ​​têm como característica afetar diretamente a fisiologia óssea, o que provoca a diminuição da densidade mineral desse tecido. Conheça os mais comuns:

  • tabagismo;
  • aspectos nutricionais;
  • distúrbios alimentares;
  • falta de atividade física;
  • consumo abusivo de álcool;
  • baixo índice de massa corporal;
  • ausência ou baixa ingestão de cálcio e de vitamina D na dieta.

Descubra quais podem ser os sintomas da osteoporose

Como a perda da matriz óssea ocorre de forma indolor e gradativa, normalmente, não existem sinais ou indícios que apontem o desenvolvimento da osteoporose. Às vezes, o primeiro sintoma que possibilita a sua confirmação é uma fratura. Frequentemente, esse tipo de fratura osteoporótica acontece na coluna vertebral, no osso do punho ou na região do quadril.

Contudo, essas fraturas também podem surgir em outros ossos, exceto no crânio. Ele não é afetado pela osteoporose porque, entre outros fatores, não se movimenta como os demais ossos do corpo.

Observe alguns sinais que podem ajudar a identificar a presença de fraturas ou de microfraturas, principalmente na coluna vertebral:

  • dores nas costas: quando há fraturas, o desconforto melhora ao deitar;
  • dor na coluna vertebral: no caso de fraturas, surge pontada nas costas;
  • sensação de formigamento nas pernas: compromete a mobilidade;
  • “choque” ou sensibilidade na coluna: surge por compressão dos nervos espinhais devido à fratura das vértebras;
  • postura corporal encurvada: sinal avançado de osteoporose que leva ao processo de degeneração vertebral da coluna;
  • redução da altura corporal: ocorre quando as fraturas provocam desgastes das cartilagens vertebrais.

Saiba por que é preciso fazer acompanhamento médico em casos de osteoporose

No Brasil, o avanço da tecnologia impulsionou a área de diagnóstico por imagem. Se houver conscientização da população de risco quanto à importância do reconhecimento precoce da doença, a estimativa é que nos próximos anos haja uma considerável redução dos casos graves de osteoporose. Nessa perspectiva, a Supera Farma contribui com a divulgação do conhecimento e estimula a busca de medidas de prevenção e de promoção da saúde na nova idade.

A avaliação do nível de gravidade de fraturas é realizada por um método chamado FRAX — sigla para Fracture Risk Assessment Tool. A Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (ABRASSO) disponibiliza um link que permite calcular esse risco. Fazer esse teste ajuda a descobrir se você, que já passou dos 60 anos ou compõe o grupo de risco, deve buscar ajuda médica emergencial.

A investigação mais indicada para a avaliação da osteoporose, no entanto, é a densitometria óssea. Como forma de prevenção, o ideal é realizar esse exame a partir da menopausa ou da andropausa. Contudo, se houver indícios da doença ou algum fator de predisposição genética ou de herança familiar, a investigação deverá ser feita o quanto antes possível.

Com os resultados em mãos, o médico definirá a melhor conduta, inclusive a melhor periodicidade para a realização da densitometria óssea. Esse acompanhamento não pode ser descartado, tendo em vista que as intervenções terapêuticas gradativas possibilitam melhores resultados. Ainda que a osteoporose seja uma doença de difícil diagnóstico, é possível concentrar a atenção em estratégias de prevenção que viabilizam um controle mais eficaz.

Tratamento

Ao confirmar a presença de uma fratura, o médico analisará a gravidade e indicará a metodologia terapêutica mais adequada. Junto à prescrição médica, o profissional poderá imobilizar a parte afetada com faixas apropriadas ou gesso. Dependendo do grau de comprometimento, nem sempre será preciso a imobilização, mas apenas a indicação de repouso até que o membro afetado se recupere.

Quando a osteoporose é identificada mesmo sem fratura, o médico poderá indicar a terapia medicamentosa mais apropriada para fortalecimento dos ossos. Paralelamente à realização da fisioterapia, também é importante estimular a prática de exercícios leves, mas com regularidade e acompanhados por um educador físico.

Os exercícios mais indicados são caminhada, musculação, hidroginástica e pilates. Também é relevante é orientar a adoção de uma dieta rica em alimentos que contenham cálcio. Seguramente, o tipo de atividade física e a adequação alimentar serão baseados na idade, gênero e no quadro clínico do paciente. Se houver outras doenças associadas, a conduta médica poderá ser adaptada à condição.

Por fim, vale frisar a relevância de adotar cuidados mais específicos com pacientes que, além do diagnóstico de osteoporose, também tenham outras doenças que afetem a saúde mental, como demência, Alzheimer ou Parkinson. Além desses, quem apresenta problemas visuais ou dificuldades relacionadas à motricidade tem risco elevado de sofrer episódios de queda e fraturas.

Aprenda as melhores práticas em casos de osteoporose

Elencamos algumas práticas mais favoráveis à redução dos impactos da osteoporose. Veja quais são!

Realize atividade física de baixo impacto

Ficar parado parece ser uma opção mais segura e tentadora às pessoas mais vulneráveis a quedas ou com maior tendência a fraturas. Entretanto, os cuidados com o corpo por meio da prática regular de exercício físico tornam-se uma excelente opção para melhorar a absorção de cálcio pelo organismo.

Junto ao fosfato, o cálcio faz parte da composição do osso, sendo, portanto, um mineral com função essencial em reduzir o desenvolvimento dessa doença. Por isso, o ideal é realizar atividades consideradas de baixo impacto ou conversar com o seu médico sobre a possibilidade de fazer aqueles exercícios que você mais gosta ou se sente bem.

Faça adequações na dieta

A alimentação saudável também é fundamental ao controle do surgimento da osteoporose, já que o aspecto nutricional é um dos fatores mais relevantes em evitar o agravamento dessa doença — inclusive as dores e o desconforto que ela provoca. Faça adaptações em sua dieta e inclua mais alimentos que contenham cálcio. Além do leite e derivados, há opções como gergelim, soja, queijo de soja, vegetais verdes, ostras e mexilhões.

Evite fumar e beber

Evitar o uso de cigarros e o consumo de álcool ajuda bastante no combate à osteoporose. Isso porque as substâncias neles presentes podem causar interferência no funcionamento das células que atuam diretamente na construção e na reparação da estrutura da matriz óssea. Além do mais, devido ao nível de toxicidade, tanto o cigarro quanto o álcool reduzem a absorção de cálcio pelo organismo.

Exponha-se ao sol

A exposição ao sol ajuda na conversão da vitamina D no organismo. Essa substância é fundamental à absorção do cálcio, o que ajuda no fortalecimento do osso e na diminuição de sua porosidade. Mas tenha o cuidado de tomar sol apenas no início da manhã e no final da tarde — e lembre-se de usar o protetor solar.

Controle o excesso de peso

Em qualquer circunstância, a orientação é se manter no peso ideal. Mas, para quem é diagnosticado com osteoporose, o excesso de peso pode ser muito prejudicial e trazer grandes problemas. Por causa do sobrepeso, as dores nos ossos e nas articulações são maiores, além de elevar o risco de queda. Como o aumento do peso impacta todo o funcionamento do corpo, a concentração de cálcio também fica prejudicada.

Veja a importância de alterações residenciais para a nova idade

Também é possível fazer algumas modificações e adaptar a casa para conviver melhor com a osteoporose. Confira!

Banheiro

Para uma melhor qualidade de vida na nova idade, o banheiro deve ser espaçoso, amplo e ter todos os acessórios favoráveis ao bem-estar durante o seu uso. Se possível, instale uma TV ou um monitor de computador em seu banheiro. Isso possibilita ouvir ou assistir a vídeos com dicas de saúde enquanto realiza sua higiene pessoal, por exemplo.

Por conta da osteoporose, o ideal é retirar tapetes e ter armários estilo montessoriano: tudo bem fácil e acessível e sem riscos de preocupação com acidentes. Mantenha seus objetos essenciais ao alcance das mãos e opte por chuveiros em banheiras para facilitar a acessibilidade. Além disso, adapte barras de apoio em pontos estratégicos de modo a ajudar durante a utilização do banheiro.

Dormitório

O quarto deve ter o máximo de conforto possível, por isso, opte por camas com um colchão macio, confortável e firme. Se necessário, instale barras de apoio próximas à cama e coloque grades laterais a fim de reduzir o risco de quedas. Para maior segurança, a cama e o colchão devem ter uma altura tal que o usuário, ao se sentar, consiga apoiar os pés no chão.

Coloque uma mesinha de cabeceira com uma luminária e um acendedor bem próximo à cama. Disponha os objetos mais utilizados, como óculos, remédios, celular e garrafas com água sempre ao alcance. Importante também é assegurar a limpeza, a boa iluminação e a adequação de necessidades específicas, se houver.

Quintal

A parte externa da casa também deverá ser adaptada para evitar incidentes, já que a maioria das pessoas da nova idade aprecia andar pelo quintal, cultivar horta, cuidar do jardim ou ficar no portão olhando a movimentação da rua.

Nessas circunstâncias, priorize mais atenção à adequação desse espaço externo, com mais rampas e menos degraus, por exemplo, já que pacientes com osteoporose exigem cuidados especiais.

Selecionamos mais algumas medidas que podem prevenir o risco de quedas e fraturas em pessoas com osteoporose. Veja bem:

  • mudar decorações no interior da casa e readaptar mobiliários que podem causar acidentes;
  • utilizar piso antiderrapante na casa, principalmente no banheiro e na cozinha;
  • consertar calçadas, degraus quebrados e planificar a área do jardim;
  • evitar lavar o chão com produtos que o deixem escorregadio;
  • orientar o uso de calçados antiderrapantes e de solado baixo;
  • limpar caminhos e deixar o espaço mais livre para circulação;
  • retirar fios elétricos ou similares em locais de passagem;
  • remover entulhos, folhas, vasos de plantas ou lixeiras;
  • retirar tapetes, principalmente próximos a escadas;
  • instalar ou readaptar corrimãos em escadas;
  • evitar objetos espalhados pelo chão.

Saiba como prevenir a osteoporose

Os cuidados com a prevenção da osteoporose devem ser iniciados desde cedo, já que a adoção de práticas favoráveis a um estilo de vida equilibrado deve ser ensinada gradualmente. Ainda que os fatores genéticos exerçam considerável influência no desenvolvimento dessa doença, é possível minimizar os risco e alcançar a longevidade com mais saúde.

Dentro desse contexto, destacamos algumas alternativas para evitar a osteoporose e viver melhor a nova idade. Confira!

Faça exames periodicamente

osteoporose

Os testes de FRAX e os exame de densitometria óssea são utilizados para medir a estrutura e a densidade da massa óssea. Por meio desses procedimentos é possível analisar o risco de fraturas, controlar a evolução da doença e, se preciso, iniciar precocemente o tratamento.

Considerando que a osteoporose é uma doença de caráter insidioso, a atenção a esse tipo de medida preventiva pode significar o alcance da longevidade com a saúde muito mais estável.

Opte por alimentos funcionais

Nos tópicos anteriores focamos em orientações voltadas à adaptação da dieta para pacientes já diagnosticados. Agora, essas dicas serão centradas na prevenção da osteoporose. Priorizar refeições balanceadas incluindo alimentos funcionais e ricos em minerais potencializa as chances de retardar o aparecimento da doença.

Logo, a mudança nos hábitos alimentares pode ajudar bastante a minimizar os riscos de desenvolver essa doença. Por isso, opte por alimentos que tenham função antioxidante, como uva e tomate. Dê preferência a produtos com minerais como cálcio, fosfato e magnésio, já que eles atuam em conjunto no fortalecimento da matriz óssea.

Evite o consumo de alimentos prejudiciais

Por outro lado, a prevenção da osteoporose exige cuidados também no sentido de evitar o consumo de alimentos que interferem no trabalho do cálcio na manutenção dos ossos. Esse importante mineral é absorvido pelo intestino, metabolizado no fígado e excretado pelos rins.

Todos esses detalhes que mostram o caminho do cálcio pelo nosso organismo objetivam mostrar que é preciso reduzir, ou evitar ao máximo, a ingestão de produtos que prejudiquem essa função. Listamos alguns deles. Confira:

  • sal e alimentos ricos em sódio;
  • produtos processados industrialmente como salsicha, presunto e linguiça;
  • certos tipos de queijos;
  • comida pronta e congelada;
  • fast-foods em geral;
  • pipocas de micro-ondas;
  • macarrão instantâneo;
  • produtos que contenham ácido oxálico, elemento presente no chocolate;
  • manteiga e carnes gordurosas, já que a gordura saturada atrapalha a absorção e a ação do cálcio nos ossos;
  • proteínas em excesso, pois elas aumentam a eliminação de cálcio pela urina;
  • alimentos que contenham ferro em excesso, uma vez que, em desequilíbrio, esse mineral compromete a absorção do cálcio.

Mexa-se

Um dos aspectos mais relevantes para um efetivo controle da doença é o incentivo ao um estilo de vida mais ativo e saudável. Por isso, o ideal é sempre estimular a prática de alongamentos e exercícios físicos regulares ainda na infância. Se a criança crescer com esse hábito, desde cedo ela estará criando condições para a formação de ossos saudáveis.

Quando atingir a fase adulta, pessoas que praticavam atividades físicas na infância terão muito mais chances de continuarem se exercitando. Assim, a atenção e o cuidado com a osteoporose devem ser estimulados o quanto antes e mantidos durante a vida.

Quem se exercita com frequência melhora a função circulatória, respiratória, fortalece a imunidade e se torna menos propenso ao desenvolvimento de pressão alta, diabetes e, inclusive, de outras doenças associadas à osteoporose.

Durma melhor

Ter um sono saudável e reparador é fundamental em qualquer etapa da vida. Entretanto, na nova idade, a atenção aos fatores que melhoram o sono deve ser priorizada, haja vista a intrínseca relação do repouso adequado com o processo de reparação celular e tecidual que ocorre enquanto a pessoa dorme.

Mais do que a quantidade, o importante é proporcionar condições que melhorem a qualidade do sono. Mesmo que cada pessoa tenha um “reloginho” biológico, com função de determinar o melhor horário para dormir, é essencial adotar hábitos que ajudem a manter um sono restaurador.

Além de ajudar a minimizar o risco de doenças como a osteoporose, durante o sono ocorre a produção de melatonina, responsável pelo controle da ansiedade e do estresse, fatores associados a diferentes enfermidades.

Como você pôde notar, há uma multiplicidade de fatores ligados às causas da osteoporose. Todavia, também há diversas formas de preveni-la e ter mais qualidade de vida. Entre as medidas mais relevantes, controlar as emoções pode ser a chave para fortalecer os ideais e adotar um estilo de vida mais saudável a fim de conseguir as mudanças necessárias à superação dos impactos dessa doença, sobretudo na nova idade.

Esperamos ter ajudado a esclarecer suas principais dúvidas sobre os cuidados com a osteoporose. Agora, aproveite a visita ao nosso blog e saiba como fazer exercício em casa!

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