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Menopausa tardia: as causas e consequências para as mulheres

menopausa tardia
02/12/2019
1 minuto de leitura

Há no mundo um aumento da longevidade da população. No Brasil, a projeção para 2020 é de teremos 34 milhões de mulheres acima 40 anos, o que representará 17,7% das pessoas. Dados de pesquisa mundial mostram que a idade média de menopausa natural está entre 46 e 52 anos, com variações ocasionadas pelas diferenças étnicas, regionais, ambientais e comportamentais. A média da menopausa foi descrita entre 48,7 anos.

Popularmente conhecida como menopausa tardia, ela é notada quando a última menstruação ocorre em uma faixa etária acima do usual. Segundo estudos, esse período costuma se iniciar nas mulheres brasileiras a partir dos 52 anos.

Apesar de parecer um problema, é preciso reforçar que esse é um processo natural. Na maioria das vezes, a menopausa na terceira idade está relacionada à genética ou hábitos de vida. No entanto, é preciso um acompanhamento médico, pois, em alguns casos, isso pode trazer certo impacto para a saúde.

Por essa razão, neste post, vamos explicar a menopausa tardia e apresentar os seus principais fatores e efeitos no organismo. Tem interesse em saber mais sobre o assunto para manter o bem-estar e qualidade de vida? Então, continue a leitura!

Entenda o que é a menopausa

Menopausa é o nome atribuído à última menstruação. Ela é precoce quando ocorrer antes dos 40 anos e tardia após 52 anos. O climatério, por sua vez, é o período de transição entre o final da vida reprodutiva e a senilidade. Têm início por volta dos 40 anos e pode se estender até os 65 anos de idade.

Durante toda essa fase, é comum ocorrer alguns sintomas, como oscilação de humor, sensibilidade mamária, sensação de ondas de calor, irregularidade no fluxo menstrual, dores na cabeça, entre outros. Isso acontece devido à redução do funcionamento dos ovários e à queda da produção dos hormônios sexuais.

O controle do funcionamento do ovário está no cérebro, em duas áreas: hipotálamo e hipófise. Lá se produzem hormônios (gonodotrofinas) que vão estimular o funcionamento dos ovários, tanto para a produção dos hormônios femininos (estrogênio e progesterona) quanto para a liberação do óvulo no meio do ciclo (ovulação).

A menarca é a primeira menstruação que ocorre por volta dos 11 ou 12 anos. A imaturidade dos ovários faz com que a produção hormonal seja irregular e as menstruações também. Com o tempo, os níveis hormonais se estabilizam e a adolescente começa a ovular no meio do ciclo, o que traz ciclos regulares e possibilidade de engravidar.

A redução progressiva do funcionamento do ovário, que se inicia por volta dos 40 anos de idade, faz com que ocorra queda da produção hormonal, falta da ovulação (anovulação) e o fim da fase reprodutiva da mulher. Ao longo do tempo, os ciclos menstruais se tornam irregulares, podendo haver, inclusive, períodos sem menstruação.

Em função da relação do ovário com diversas áreas cerebrais, principalmente com as que estão relacionadas ao humor, é sempre possível ocorrer queixas emocionais quando há alterações hormonais e vice-versa.

Saiba o que causa a menopausa tardia

Ainda se sabe muito pouco sobre as causas da menopausa na nova idade. O que se nota é que ela pode estar associada com predisposição genética— ainda que não tenham encontrado os genes que indicam essa herança. Em outras palavras, se for comum entre as mulheres da família, é possível que o seu organismo reaja de forma parecida.

Além do mais, o estilo de vida adotado por uma pessoa pode influenciar o seu ciclo hormonal e a sua última menstruação. Por exemplo, pesquisas apontam que atletas têm mais chances de apresentar períodos de amenorreia (ausência de menstruação), que pode evoluir para mal funcionamento do ovário e menopausa precoce.

O mesmo ocorre com o tabagismo, desnutrição e baixo peso ponderal. O atraso da menopausa está mais relacionado às boas condições do ovário, hereditariedade, baixa exposição agentes tóxicos e saúde geral.

Conheça as possíveis consequências da menopausa tardia

O envelhecimento isoladamente é um fator de risco para doenças e a associação dessas condições no período da menopausa pode aumentar os riscos de complicações. De um modo geral, o maior número de ciclos menstruais regulares indica uma boa saúde reprodutiva.

A manutenção de ciclos menstruais por um período maior de forma natural, adiando a menopausa, reduz estatisticamente o risco de complicações e de mortalidade geral. Afinal, os estrogênios exercem muitas funções e são considerados protetores do sistema cardiovascular, ósseo e articular, distribuição de gordura, sistema nervoso central e do risco de alguns cânceres.

Por esse motivo, é imprescindível fazer um acompanhamento médico, especialmente ginecológico, com frequência, a fim de se prevenir ou iniciar o tratamento para os possíveis efeitos da menopausa na terceira idade.

A seguir, confira algumas maneiras que eles podem se manifestar!

Chances de câncer de mama

menopausa tardia

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), somente no Brasil, são quase 60 mil novos casos de câncer de mama por ano. Segundo DATASUS, em 2017 foram 16.724 mortes por esse motivo. A sobrevida depende do diagnóstico, tipo celular e tratamento precoce, mas grande parcela consegue vencer a doença e retomar a vida normal.

Sabe-se, estatisticamente, que a idade, hereditariedade, obesidade e o histórico reprodutivo e menstrual são grandes fatores de preocupação. O risco de câncer de mama aumenta em mulheres com menarca precoce, menopausa tardia e nas nulíparas (sem partos), enquanto diminui nas que amamentam por longos períodos.

Segundo um estudo realizado pelas universidades Cambridge e Exeter, a cada ano que a mulher convive com a menstruação após os 40 anos, aumenta cerca de 6% o risco de desenvolver um câncer de mama. 

Riscos hormonais

Em condições normais, a queda progressiva do nível dos estrogênios, que começa bem antes da menopausa, traz alguns sintomas e doenças como:

  • sintomas vasomotores (ondas de calor);
  • alterações do humor e do sono;
  • atrofia da região genital e urinária (vulva, vagina e uretra);
  • risco aumentando de perda óssea, podendo causar osteoporose.

Esses problemas podem ser minimizados desde que não haja contraindicação com a reposição hormonal, que é feita com estrogênio + progestagênio e apenas estrogênios na mulheres que não tem útero.

Mulheres com menopausa tardia, em especial as obesas, ficam mais tempo expostas a níveis hormonais, o que aumenta o risco de de doenças estrogênio-dependentes, como o próprio câncer de mama e de endométrio.

Diabetes

No período da pré e pós-menopausa, pela queda progressiva do nível do estrogênio, podem ocorrer alterações no metabolismo, aumento do risco de diabetes tipo 2 e elevação do colesterol e de outras gorduras no sangue, que serão importantes e trarão maiores consequências nas mulheres obesas e sedentárias.

Na avaliação e tratamento do climatério, o médico deve solicitar exames de sangue para o diagnóstico e tratamento precoce. Para evitar o diabetes, por sua vez, o recomendado é a prática regular de exercícios físicos, assim como a adoção de hábitos alimentares mais saudáveis.

A relação entre boa alimentação e a menopausa tardia

A boa nutrição é um fator determinante para uma saúde perfeita. Tanto a desnutrição como a obesidade podem causar prejuízos ao bom funcionamento do corpo e trazer outras consequências.

Além das causas naturais, um estudo da Universidade de Leeds apontou que mulheres que consomem alimentos saudáveis têm mais chances de adiar, em até três anos, a chegada da última menopausa. Itens como peixes, legumes e grãos fazem parte do cardápio dessas pessoas.

Em contrapartida, pessoas com maus hábitos de alimentação excessiva, com uma dieta não balanceada e que se alimentam com muito carboidrato simples (açúcar) e gorduras saturadas acabam se tornando obesas. A obesidade é considerada um fator de risco de complicações na menopausa e câncer de mama e endométrio.

Desse modo, é possível ver que não são todos os casos em que a menopausa tardia apresenta consequências ruins para uma pessoa. Ainda assim, é importante ter atenção à própria saúde, evitar os perigos da automedicação e fazer um acompanhamento médico para se assegurar de que tudo vai bem.

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