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Medicina preventiva: entenda os conceitos e sua importância

medicina preventiva: idosa e médica em ambiente residencial
22/11/2019
1 minuto de leitura

Cada pessoa passa o seu dia a dia focada em seus próprios hábitos e horários. Se alguém sofre algum tipo de acidente ou adoece, é possível contar com médicos e profissionais de saúde ​​para ajudar na recuperação. É assim que funciona a assistência médica, ou seja: a ação tomada para tratar uma enfermidade já em andamento.

No entanto, “prevenir é sempre melhor do que remediar”. Esse é um ditado bastante usado quando o assunto é saúde. Enquanto algumas áreas da medicina concentram-se especificamente em uma única faixa etária ou grupo de doenças, a medicina preventiva não tem as mesmas fronteiras.

Mas afinal, o que é a medicina preventiva? Por que ela é tão importante? Com a leitura deste artigo, será possível saber mais sobre o seu campo de atuação e entender por que seu alcance não abrange toda a sociedade, em vez de apenas pacientes individuais.

O que é a medicina preventiva?

Como o próprio nome já diz, a medicina preventiva é um campo de atuação que procura evitar que os males de saúde apareçam, em vez de focar apenas a cura de alguma lesão ou enfermidade. A ideia por trás desse conceito é proteger e manter o bom funcionamento do organismo dos pacientes, abrindo caminho para o seu bem-estar. Também tem como objetivo educar a população em geral, incentivando a prática de hábitos mais saudáveis.

As principais estratégias da medicina preventiva são divididas em 4 práticas.

  1. Prevenção primária: busca evitar doenças e lesões desde o período gestacional.
  2. Prevenção secundária: diagnostica e trata enfermidades na sua fase inicial, impedindo sua evolução.
  3. Prevenção terciária: procura reduzir os impactos negativos das doenças já existentes, mantendo as funções principais do organismo e afastando a possibilidade de complicações.
  4. Prevenção quaternária: busca minimizar ou evitar intervenções excessivas no sistema de saúde.

Como a medicina preventiva funciona?

Segundo relatórios da Organização Mundial da Saúde (OMS), grande parte das enfermidades poderia ser evitada com a adoção de bons hábitos e consultas preventivas. Cerca de 80% das doenças cardíacas, por exemplo, poderiam ser prevenidas com simples mudanças no estilo de vida.

Diante desse contexto, a medicina preventiva pode ser praticada tanto no ambiente clínico quanto fora dele. Os profissionais dessa área atendem pacientes, fornecem aconselhamento sobre hábitos pouco saudáveis, realizam checkups, fazem pedidos de exames preventivos de saúde e administram imunizações.

Eles também podem trabalhar de forma colaborativa com pacientes que se beneficiariam com mudanças no estilo de vida, a exemplo de diabéticos, fumantes, hipertensos ou obesos.

Esse ramo da medicina oferece várias subespecialidades, incluindo políticas públicas de saúde, epidemiologia e um foco maior nas influências sociais ou comportamentais na saúde de um paciente.

Uma das formas de esse paciente colocar a medicina preventiva em prática é consultar seu médico regularmente, evitar o estresse, praticar atividades físicas regularmente, manter-se socialmente ativo e alimentar-se de forma saudável. Esses hábitos ajudarão na prevenção de doenças.

Quais são os principais benefícios da medicina preventiva?

medicina preventiva: idosa e médica em ambiente hospitalar tendo uma conversa olhando para tablet

Esse é um importante campo da medicina que não apenas ajuda a população a combater doenças, mas também procura manter baixos os custos do sistema público de saúde. Suas principais vantagens explicam como isso acontece.

Maior qualidade de vida

Quem é que não deseja ter uma vida longa e aumentar o seu bem-estar? A principal consequência do investimento em medicina preventiva é esta: uma maior qualidade de vida baseada no cuidado, para que ninguém precise interromper seus planos devido às complicações causadas por uma doença ou tratamento.

Essa prevenção se torna ainda mais importante diante do aumento da longevidade da população brasileira e o aumento expressivo da nova idade, causado pelo envelhecimento da população. De acordo com o IBGE, a quantidade de pessoas com 60 anos ou mais passou de 9,8% para 14,3% da população no país em apenas 10 anos (2005 a 2015).

População mais produtiva

Com a saúde preservada, a população se torna mais ativa e têm disposição tanto para trabalhar quanto para realizar as atividades do cotidiano. Por isso tantas empresas procuram investir em programas preventivos, com o intuito de reduzir seus índices de ausências e beneficiar seus funcionários.

Economia pública

As ações focadas em medicina preventiva têm como objetivo beneficiar todos os envolvidos. Além de diminuírem o fluxo de pacientes que realizam consultas ou são internados com doenças graves (como diabetes, câncer, hipertensão, entre outras), é possível ter resultados em curto e longo prazo com a implantação de programas dessa área. Com essa diminuição de fluxo, os gastos públicos na área de saúde caem significativamente.

Quem é o especialista em medicina preventiva?

Qualquer médico pode realizar a especialização em medicina preventiva, seja qual for a sua área de atuação. Após concluir sua capacitação, todos os níveis de prevenção devem ser atendidos por ele.

Isso significa que esse tipo de profissional não deverá apenas saber antecipar-se o surgimento de enfermidades em pessoas saudáveis, mas também retardar o desenvolvimento de doenças já existentes, bem como minimizar suas complicações.

O que o paciente deve esperar de um especialista em medicina preventiva?

Uma das principais tarefas desse tipo de profissional envolve o diagnóstico precoce, feito com a ajuda de exames de rotina e a atenção para sinais de risco em sua fase inicial. Ele também deve estar capacitado para educar o paciente e fornecer recomendações individualizadas para controle de fatores de risco, melhora da imunidade, envelhecimento saudável e mudanças de estilo de vida.

Normalmente, o médico especialista também estrutura e monitora programas de conscientização e bem-estar. Ele também pode atuar em pesquisas com certos segmentos da população, combinando seu conhecimento clínico focado em prevenção com as iniciativas públicas de saúde.

Por que procurar pela medicina preventiva hoje?

Após os 60 anos de idade, as consultas preventivas devem ser, no mínimo, anuais. As visitas são importantes para criar laços de confiança médico/paciente e para cuidar melhor da própria saúde. Além disso, com o auxílio da tecnologia, é possível criar registros médicos contínuos e ter acesso a diagnósticos com mais precisão e rapidez.

Felizmente, já se foi o tempo em que os exames preventivos eram invasivos ou complicados. Esse novo modelo de medicina avança cada vez mais com o tempo, assim como qualquer outra área médica. Por que não aproveitar os benefícios que ela tem a oferecer?

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