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Hábitos de higiene: um guia para você evitar doenças e se cuidar

hábitos de higiene
23/03/2020
1 minuto de leitura

Entender a relação entre os hábitos de higiene pessoal, ambiental e a qualidade da saúde é essencial à prevenção de doenças e à promoção do bem-estar em todas as etapas da vida. Para quem já passou dos 60 anos, os cuidados com o corpo precisam ser redobrados tendo em vista a maior vulnerabilidade do organismo na nova idade.

Nesse contexto, vamos apresentar um panorama sobre o cenário da adoção de hábitos de higiene no Brasil e destacar os impactos disso em todas as etapas da vida. Também mostraremos a importância de manter essas boas práticas também na nova idade e os benefícios que ela representa, especialmente, para esse grupo. Boa leitura!

Os impactos dos hábitos de higiene no Brasil

No Brasil, os hábitos de higiene da população são influenciados por diferentes fatores: nível de escolaridade, acesso à informação, renda, aspectos culturais, estilo de vida, faixa etária e também por questões de infraestrutura tanto nas cidades como nas áreas rurais.

Dados da Organização Mundial de Saúde divulgados pelo Jornal da USP pontuaram que somente 50,3% das moradias do país têm acesso integral aos serviços de saneamento básico. Isso significa que a metade da população brasileira vive sob condições precárias de infraestrutura, principalmente nos grandes centros urbanos. Essa realidade estrutural é preocupante, porque colabora para a existência de um cenário favorável ao surgimento de doenças.

Quando a infraestrutura das cidades é deficiente, aumentam os problemas relacionados ao descarte incorreto do lixo urbano. A ausência de coleta dos rejeitos urbanos contribui para o acúmulo de lixo nas ruas ou até mesmo nas casas de famílias de baixa condição social e econômica.

Em consequência, há um risco aumentado de proliferação de ratos, baratas, insetos e de outros animais transmissores de doenças. Esse cenário expõe alguns grupos de pessoas à contaminação por diferentes enfermidades. Mediante isso, surge maior preocupação com os cuidados com as práticas de higiene em crianças, gestantes, indivíduos com a defesa imunológica comprometida ou aqueles que já passaram dos 60 anos.

Essas condições desfavoráveis de saneamento básico estão diretamente associadas às taxas de mortalidade infantil. Devido à precariedade dos serviços públicos mais básicos no país, as maiores vítimas de parasitoses e verminoses são as crianças.

Por causa do processo natural de envelhecimento, os idosos compõem o grupo de pessoas com maior vulnerabilidade às doenças causadas por condições precárias de infraestrutura ambiental. Nessas circunstâncias, é preciso cuidar melhor da higiene corporal e evitar o acúmulo de sujeira nas residências, a fim de preservar a saúde da família e reduzir os riscos de contaminação.

Logo, o contato com água contaminada, a ausência do tratamento de esgoto e da coleta de lixo criam um ambiente muito propício para o surgimento de diferentes enfermidades. Entre as mais comuns destacam-se o cólera, a hepatite A, as verminoses e diarreias. A água parada também facilita a proliferação dos mosquitos que causam a dengue e a febre amarela, além de outras viroses e infecções oportunistas.

A importância dos hábitos de higiene em todas as etapas da vida

Uma das vantagens de adotar hábitos de higiene pessoal correta é a chance de sentir-se bem, afastando diferentes doenças para elevar o nível de qualidade de vida. Destacamos algumas considerações sobre a influência dessa prática em todas as fases da vida. Confira com atenção! 

Recém-nascidos

Por questões tipicamente fisiológicas, um bebê tem um pouco de imunidade que o protege contra doenças. Esse sistema de defesa é desenvolvido tanto pelos anticorpos recebidos da mãe durante a gestação como pelo aleitamento. Mas com o passar dos meses, essa defesa natural pode enfraquecer.

Logo, a manutenção dos hábitos de higiene corporal e ambiental é de suma importância para reduzir os riscos à saúde do bebê. Um dos aspectos mais importantes na higienização do pequeno é o cuidado com a boca. A utilização de água com gotinhas de flúor evita a proliferação de fungos e o desenvolvimento de certas doenças. A limpeza dos olhinhos, ouvidos e da pele também deve ser realizada cuidadosamente.

Crianças maiores

Pais e educadores precisam orientar as crianças sobre a importância de bons hábitos de higiene para a manutenção da saúde e do bem-estar. Esse processo deve ser estimulado desde cedo para que elas compreendam a importância dessas questões para viver bem e livre de doenças. 

Além do aspecto corporal, convém explicar para elas, em uma linguagem bem simples, a relação entre ambientes sujos e o risco de contaminação por bactérias e outros germes transmissores de doenças. Vale ressaltar que tão importante quanto essas orientações aos pequenos é o exemplo dos adultos.

Uma das vantagens de repassar essa mensagem desde cedo é que as crianças podem compartilhá-la com os amigos de seu convívio próximo. Dessa forma, nas palavras delas, as informações têm o poder de alcançar outras famílias e beneficiá-las também.

Adolescentes e jovens

As mudanças fisiológicas típicas dessa fase sugerem mais atenção aos cuidados com a higiene pessoal. As alterações hormonais, por exemplo, tornam as glândulas dos adolescentes e jovens bem mais ativas, o que aumenta a taxa de transpiração e pode influenciar quando o assunto é odor e oleosidade dos cabelos. 

Igualmente importante é a higiene das axilas e da região genital, já que as modificações do organismo na puberdade podem resultar em odores mais fortes.

Nesse grupo, as condições emocionais influenciam a maior atividade hormonal. Entre outras reações, ocorre o maior estímulo das glândulas sebáceas e o desenvolvimento da acne. Por isso, a higienização adequada do rosto é fundamental, já que os poros da face se abrem e facilitam a entrada de bactérias que causam manchas na pele, irritação, vermelhidão e espinhas.

Adultos

Em qualquer etapa da vida, a boa saúde resulta do estilo de vida desenvolvido pelas pessoas. Além dos hábitos de higiene, a prática de atividade física e uma alimentação equilibrada, quando combinadas a condições adequadas de habitação e de saneamento básico, influenciam bastante esse processo.

Salvo exceções, a fase adulta é a mais longa do ciclo vital, pois compreende desde os 24 até os 59 anos. Ainda que grande parte das doenças surjam durante o envelhecimento, é nela que as enfermidades começam a se desenvolver para se manifestarem mais tarde. Nesse sentido, a atenção aos princípios básicos de higiene pessoal faz toda a diferença para viver bem e alcançar uma longevidade mais saudável, autônoma e aproveitar a aposentadoria

Acima dos 60 anos

A manutenção de hábitos simples como a lavagem das mãos, o banho diário e a escovação dos dentes são medidas de educação preventiva para o bem-estar desse grupo. Vale destacar que a higiene pessoal envolve diferentes práticas, até mesmo as simples, mas que precisam ser inseridas na rotina do idoso.

Na nova idade, o banho também funciona como um momento de avaliação e de cuidados para a promoção da saúde. Durante esse procedimento, o ideal é observar as condições da pele, principalmente em pessoas acamadas ou com pouca mobilidade. Aproveitar a hora do banho para efetivar cuidados com o corpo também é uma medida preventiva.

Logo, é preciso incentivar as pessoas que alcançaram a nova idade a tomarem banho todos os dias e secarem bem as dobras de certas partes do corpo para evitar micoses e outros problemas de saúde. Além dessa rotina diária, a higiene da pele, da boca, dentes, narinas e ouvidos, da parte íntima e dos pés são indispensáveis, pois reduzem o surgimento de males prejudiciais à longevidade. 

As principais doenças que surgem pela falta de higiene

Além de reduzir o risco de contrair doenças respiratórias, a higiene pessoal previne, potencialmente, o desenvolvimento de doenças infectocontagiosas, sobretudo provocadas pelos agentes causadores da gripe, resfriado ou broncopneumonias como a Covid-19, provocada pelo coronavírus.

Veja mais detalhes sobre essas doenças que têm ligação direta com a qualidade da higiene pessoal e ambiental!

Verminoses

Existem diversos tipos de verminoses associadas à falta de higiene. Um dos parasitas mais comuns — e que afetam principalmente as crianças — é o Ascaris lumbricoides, causador da Ascaridíase, também conhecida como “lombriga”. Essa doença é mais prevalente em populações que habitam em áreas com saneamento básico muito precário. A contaminação ocorre pelo consumo de água ou de verduras e legumes mal lavados, e que possam estar contaminados pelas larvas do verme.

Hepatite

Desde pequenos somos ensinados a lavar as mãos após a ida ao banheiro. Devido ao surgimento de novos agentes causadores de doenças, atualmente, a recomendação é a lavagem das mãos antes e depois da realização das necessidades fisiológicas.

A higienização inadequada das mãos pode aumentar a exposição a diferentes doenças, como a hepatite. O desenvolvimento dessa enfermidade acontece pela inflamação das células do fígado (hepatócitos) provocada por um vírus que se manifesta em decorrência da negligência da lavagem das mãos antes e depois de urinar ou evacuar.

Paralisia Infantil

Também conhecida como Poliomielite, essa doença contagiosa resulta da contaminação pelo poliovírus, sobretudo diante de hábitos incorretos de higienes. Esse vírus pode infectar pessoas de diferentes faixas etárias. Crianças e adultos são contaminadas por meio do contato direto com as fezes ou via gotículas de saliva eliminadas por pacientes doentes. 

Cólera

Essa é uma doença bacteriana infectocontagiosa que atinge o intestino. O principal modo de contágio do cólera ocorre por meio do contato direto com pessoas infectadas ou pelo consumo de água contaminada pelas fezes com o parasita.

Vale destacar que a correta higienização dos alimentos é imprescindível, já que são facilmente infectados pela água contaminada pela bactéria ou por meio de moscas que pousam nas fezes e depois nesses produtos.

Leptospirose

A bactéria que causa essa doença é chamada Leptospira, e ela vive na urina do rato. Por isso, é necessário bastante cuidado com o tratamento de esgotos e bueiros, já que ela pode se misturar à lama das inundações e contaminar a população. Manter o lixo doméstico adequadamente armazenado também é uma importante ação preventiva para combater a leptospirose.

De acordo com estatísticas publicadas pelo Ministério da Saúde (MS), até o ano de 2016, havia maior prevalência de leptospirose nas regiões Sul e Sudeste do país. O progressivo aumento populacional das regiões de periferia influencia esses dados. A justificativa são as condições de vida e de higiene precárias, além dos alagamentos que atingem as regiões metropolitanas com grande número de habitantes.

Dengue

A dengue é causada pelo Aedes Egypti, o mesmo mosquito que provoca a febre amarela, a microcefalia e a chikungunya. Essas doenças são associadas à falta de higiene em casa, quintal sujo e negligência com vasilhames e suportes de plantas. O inseto deposita larvas em águas paradas e se reproduz rapidamente, o que aumenta o risco de contágio.

As pessoas acima de 60 anos precisam ter mais cuidados com higiene

O aumento da expectativa de vida exige a adoção de medidas mais estratégicas para proporcionar melhores condições de saúde às pessoas que já passaram dos 60 anos. Na nova idade, as mudanças gradativas que ocorrem no corpo podem deixar o organismo mais vulnerável a doenças, principalmente aquelas de contágio facilitado por aglomerações. 

Nessas circunstâncias, é necessário ter mais cuidado com as práticas de higiene pessoal nesse grupo. Por isso, incentive o seu familiar idoso à adoção de hábitos de higiene que possam proteger a saúde dele contra a ação de microrganismos causadores de doenças. Também é importante realizar consulta médica periodicamente para esclarecer eventuais dúvidas.

As doenças infectocontagiosas, por exemplo, atingem mais a nova idade porque as mucosas e os pulmões desse grupo se tornam mais frágeis. Esse enfraquecimento torna o ambiente mais propício aos ataques virais e bacterianos, principalmente.

Exemplo disso é o aumento do número de casos de idosos com Covid-19, a doença causada pelo Coronavírus. Essas estatísticas servem de alerta para reforçar a necessidade com os princípios de higiene — principalmente quanto à lavagem correta das mãos — ação que pode reduzir o contágio pelo vírus.

Listamos outras medidas importantes para proteger a saúde na nova idade. Leia com atenção e veja como minimizar esses riscos:

  • mantenha as vacinas do idoso em dia;
  • procure controlar o diabetes, colesterol, hipertensão e outras enfermidades crônicas;
  • incentive a pessoa à prática de caminhadas, pilates, ioga e exercícios adequados à idade;
  • evite idas a hospitais com muita frequência para evitar a exposição a agentes causadores de doenças infecciosas;
  • reduza o contato como abraços e apertos de mãos em pessoas suspeitas de gripe, resfriados ou outras doenças contagiosas;
  • os familiares e cuidadores de idosos devem ter cuidado com a higiene das mãos, roupas e equipamentos utilizados em procedimentos como a medição de pressão arterial, por exemplo;
  • dê atenção especial à alimentação para fortalecer a imunidade e combater germes oportunistas;
  • dê atenção à saúde mental e emocional do idoso, trabalhe a autoestima e a preservação da autonomia deles;
  • cuide da qualidade do sono: dormir confortavelmente faz parte da higiene do sono, quesito primordial ao fortalecimento do organismo e ao combate de diferentes doenças.

O que pode ser evitado com os hábitos de higiene pessoal

Em todo o ciclo de vida, os hábitos de higiene funcionam como importantes mecanismos de proteção contra diferentes doenças. Para melhor entendimento do tema, listamos algumas medidas potencialmente relevantes para pessoas de todas as idades. Observe!

Lavar as mãos corretamente

Como vimos, a higiene das mãos é uma medida essencial à preservação da saúde e, por isso, não pode passar despercebida. Essa ação é tão importante que torna esse ato individual de suma importância para a saúde coletiva. Ou seja, tanto no aspecto individual quanto no profissional, é uma forma de reduzir a incidência de contaminação de várias doenças.

Por isso, as mãos precisam ser higienizadas — com água e sabão — antes e depois de utilizar os sanitários. Ao sair do banheiro, tenha o cuidado de não tocar a torneira e a maçaneta depois de lavar as mãos. Se a torneira não for automática, utilize papel toalha para fechá-la. Faça o mesmo se precisar abrir ou fechar a porta.

Nesse processo, retire anéis, pulseiras ou relógios. Afinal, eles também podem ter sido infectados por bactérias ou vírus. O ideal é higienizá-los bem antes de voltá-los para as mãos ou pulsos.

Também é necessário lavar bem as mãos antes de cozinhar para não contaminar os alimentos ou mesmo os vasilhames. Lembre-se desse procedimento também ao chegar em casa. Há um risco muito alto de sujar as mãos em atividades de rua, ao se firmar em corrimões de escadas ou transportes públicos e ao manipular dinheiro. 

Por isso, tenha atenção e cuidado para não esquecer de higienizar suas mãos e se proteger de agentes nocivos à saúde. Lembre-se de que a transmissão da gripe e de resfriados ocorre por meio do contato com as mãos ou pelo toque de objetos contaminados pelos vírus causadores dessas doenças.

Lavar bem os alimentos

O cuidado com a higiene dos alimentos é primordial à prevenção de diferentes doenças, inclusive verminoses e infecciosas, como os distúrbios intestinais. Antes de serem consumidos, frutas, verduras e legumes devem ser devidamente higienizados. As folhagens exigem um tratamento especial, visto que podem ser impregnadas por ovos de protozoários causadores de enfermidades.

Por isso, assim como as verduras, as folhagens devem ser deixadas de molho em água com cândida (água sanitária) ou com vinagre. Após o molho, o ideal é lavá-las com detergente para impedir a contaminação pelos germes que podem estar ali presentes. 

Uma doença grave e que pode ser transmitida por alimentos contaminados é a toxoplasmose. Os parasitas que a provocam ficam alojados nos vegetais e nas folhagens.

Escovar os dentes

Escovar bem os dentes não somente evita cáries e placas, mas também os mantém limpos, mais brancos e com boa aparência. Além do hálito agradável e fresco, a escovação correta também auxilia na proteção da saúde do coração

Sim! Sem a escovação adequada, as bactérias alojadas na língua, nas gengivas e nos dentes podem cair na circulação sanguínea e provocar inflamação na membrana que envolve o coração. Nesse caso, a pessoa fica sujeita à endocardite, um mal capaz de evoluir para complicações sérias e colocar a saúde em risco, principalmente em quem já passou dos 60 anos.

Ter cuidados durante o banho

Além de tomar banho todos os dias, ainda é preciso ter cuidado com a temperatura da água e com o tipo de sabonete escolhido. Em altas temperaturas, a água pode retirar a oleosidade da pele e torná-la mais ressecada. Na nova idade, a recomendação é a utilização de água morna ou fria, já que, nessa fase da vida, a pele costuma ser mais frágil e seca. 

Além disso, prefira sabonetes neutros e de cor branca. Os coloridos podem provocar alergias, já que têm muitos corantes e outros aditivos químicos em sua composição.

Cuidar da higiene dos pés

A higiene dos pés também é fundamental em todas as idades. Crianças, adolescentes, jovens e adultos devem lavá-los com cuidado, limpar as unhas e apará-las para evitar que germes fiquem alojados na sujeira embaixo delas. Também é aconselhável a utilização de cremes hidratantes para assegurar a maciez e a hidratação da pele.

Na adolescência, as alterações hormonais provocam mudanças que geram odores mais fortes na transpiração dos pés. Ou seja, há um risco maior para micoses ou chulé. Logo, a atenção ao processo de higienização dos pés nesse grupo não pode ser ignorado. Em idosos, a lavagem dos pés exige bastante cuidado para não provocar arranhões na pele, sobretudo em quem tem diabetes.

Mantenha a limpeza da casa

A higiene pessoal só pode ser garantida com a limpeza da casa. Isso porque, em ambientes desorganizados e com acúmulo de sujeira, há maior risco de proliferação de vírus e bactérias, além da infiltração de ácaros por toda parte. Priorize a organização e a iluminação solar para evitar as chances de comprometimentos respiratórios, alergias e outros problemas de saúde.

Como você pôde perceber, os cuidados com a higiene são uma forma segura de estimular a defesa imunológica e se livrar de diversas doenças. Logo, há uma relação direta entre hábitos de higiene, saúde e qualidade de vida.

Mas vale destacar, ainda, que os hábitos de higiene também estão associados ao nível de bem-estar e de expectativa de vida. Isso porque o conceito de saúde vai além da ausência de doença, o que sugere a relação da manutenção dos hábitos higiênicos com a estabilidade mental, emocional e física em todas as idades.

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