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Conheça os 8 principais exames para mulheres na nova idade

exames para mulheres: senhora da nova idade conversando sobre exame com sua médica
08/11/2019
2 minutos de leitura

A visita regular ao médico é importante para a manutenção de uma boa saúde e diagnóstico e tratamento de doenças. Nesse sentido, entender a importância dos exames para mulheres que já alcançaram a nova idade é essencial para a prevenção de doenças que costumam surgir nessa etapa da vida. Manter os cuidados com a saúde feminina possibilitam alcançar a longevidade com muito mais dinamismo e autonomia.

Ter atenção aos sinais do corpo que indicam a necessidade de procurar ajuda médica é fundamental durante o envelhecimento. Ou seja, priorizar a busca pela saúde assegura o aumento da qualidade de vida nessa fase e confere mais tranquilidade para a rotina da mulher. Essa prática, inclusive, vai ao encontro da máxima de que é melhor prevenir do que remediar, certo?

Foi pensando nisso que fizemos este artigo com a lista dos 8 exames que devem ser realizados regularmente  pelas mulheres com mais de 60 anos. Veja por que eles precisam ser feitos e entenda melhor a relação deles com o bem-estar e à saúde dessa importante parcela da população. Boa leitura!

1. Exames de rotina

exames para mulheres: mulher da nova idade tirando sangue para exame de rotina

Nessa etapa da vida, as doenças cardiovasculares e metabólicas são mais frequentes. Recomenda-se após consulta médica, a realização de exames laboratoriais. Entre os mais importantes podemos citar: hemograma completo, glicemia, colesterol total e frações, triglicérides, creatinina, sódio, potássio, hormônios da tireoide, etc. A análise da urina também faz parte desta rotina.

2. Exame ginecológico

Esse tipo de exame é feito no consultório ginecológico. Avalia-se com o exame visual e toque, a região externa (vulva) e interna (vagina, útero e trompas). Em seguida, com o uso de um espéculo, é realizado exame interno para observar a vagina e colo do útero. Neste momento, é feito o exame de prevenção de câncer de colo do útero retirando material do orifício com uma pequena espátula ou escova.

3. Papanicolau 

O câncer do colo do útero, também chamado de câncer cervical, é causado pela infecção persistente por alguns tipos do Papilomavírus Humano (HPV), também chamados de tipos oncogênicos. Excetuando-se o câncer de pele não melanoma, este é o terceiro tumor maligno mais frequente na população feminina de nosso país (atrás apenas do câncer de mama e colorretal). Além disso, essa doença é a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil. Segundo o INCA, a estimativa novos casos para 2018 foi de 16.370 e, destas, 6.385 mulheres foram a óbito.

O papanicolau é um exame microscópico feito com amostras de células do colo do útero, e também é conhecido popularmente como exame preventivo. Está indicado para mulheres com ou sem vida sexual ativa. Segundo Instituto Nacional do Câncer (INCA), como rotina, ele deve ser realizado anualmente em mulheres de 25 a 64 anos de idade.

O principal objetivo desse exame é descobrir a presença de células alteradas (atípicas) precursoras do câncer do colo do útero. É um exame simples, indolor e rápido — no entanto, com uma grande importância diagnóstica. Segundo a Organização Pan Americana de Saúde, esse é o 3º tipo de câncer mais comum entre mulheres na América Latina.

4. Colposcopia 

Exame que permite visualizar a vagina e o colo do útero com um aparelho chamado colposcópio, que amplia imagem permitindo detectar lesões. Indicado como um exame complementar, em especial, nas mulheres em que, no Papanicolau, foram encontradas células anormais. Como proporciona melhor visualização das lesões auxilia na realização de biópsia que é a retirada de amostras para exame microscópico.

 5. Mamografia

No Brasil, o câncer de mama é o mais frequente, depois do câncer de pele não melanoma, ele atinge 59.700 mulheres por ano, com 16.724 mortes. A mamografia é um exame de imagem utilizado para investigação radiológica das mamas.

Esse exame é muito importante para um diagnóstico precoce, já que os nódulos pequenos podem não ser palpáveis. Objetiva detectar a presença de nódulos (ou caroços) ou outras evidências relacionadas ao câncer de mama. Devido ao maior risco para a doença nas mulheres acima de 60 anos, a radiografia mamária deve ser feita anualmente.

A mamografia pode ser feita de rotina (rastreamento) sem queixa ou para ajudar no diagnóstico de uma doença da mama. Segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia, ela deve ser feita, como rotina, a partir dos 40 anos e até 74 anos. Também pode ser solicitada a qualquer momento quando for necessária a conformação diagnóstica.

6. Exame de tireoide

A tireoide é uma glândula localizada no pescoço, cuja função é controlar o metabolismo do corpo e o trabalho de diversas outras glândulas. Devido à sua importância, quando ela não funciona corretamente, podem surgir várias alterações hormonais e resultar em complicações à saúde.

As mais comuns são o hipotireoidismo — menor produção de hormônios — e o hipertireoidismo, condição em que a glândula produz hormônios em excesso. Diante disso, é preciso avaliar, periodicamente, os níveis dos hormônios liberados por essa estrutura. Os hormônios tireoidianos influenciam muitas funções básicas do corpo: metabolismo, sistema cardiovascular, ciclo menstrual, integridade dos ossos, etc.

 7. Exame de fundo de olho

Também conhecido por fundoscopia ou oftalmoscopia, esse é um dos exames para mulheres mais recomendados pelos médicos. O objetivo dele é visualizar as estruturas presentes no fundo do olho — principalmente, os vasos da retina, a própria retina e o nervo óptico. Por meio desse exame, é possível diagnosticar de maneira precoce e tratar alguma anormalidade relacionada à estrutura ocular.

Esses cuidados influenciam diretamente a saúde dos olhos, sobretudo durante o envelhecimento, fase em que a perda celular degenerativa pode contribuir para a redução da acuidade visual e o comprometimento da visão.

8. Densitometria óssea

A formação e reabsorção óssea acontecem durante toda a vida. Nos jovens, a incorporação de massa óssea por minerais é muito acentuada. A idade e a menopausa nas mulheres aceleram a perda óssea aumentando o risco de osteopenia e osteoporose. A redução da resistência óssea pode aumentar o risco de fraturas.

As mais comuns ocorrem na coluna vertebral, e as mais graves, no quadril. A densitometria óssea é um dos métodos modernos mais eficientes para avaliar a densidade mineral dos ossos e diagnosticar diversas enfermidades ósseas, de acordo com os padrões comparativos de idade e gênero.

Percebe-se, por fim, que a realização de exames para mulheres é um dos meios mais seguros de zelar pela manutenção da saúde. Por influência da carga hormonal diferenciada, algumas doenças são mais expressivas na classe feminina. Isso sugere a necessidade de ações preventivas que permitam o diagnóstico precoce e o tratamento para minimizar o impacto dessas enfermidades.

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Colaboram neste artigo:

Dr. Odair Albano
Clínico
CRM-SP 31101

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