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Doenças respiratórias mais comuns na nova idade e como evitar

02/03/2020
1 minuto de leitura

Com o passar dos anos, os efeitos do envelhecimento no sistema respiratório e circulatório são maiores do que nos outros órgãos do corpo: a capacidade funcional máxima diminui gradualmente, o que faz aumentar o risco de doenças respiratórias. Essa redução das funções vitais desses sistemas sugere a necessidade de mais atenção e cuidados com a saúde na nova idade.

Neste artigo, vamos abordar as doenças respiratórias mais comuns nessa fase da vida, explicar quais são os cuidados mais relevantes e como se prevenir. Continue conosco e veja as medidas de prevenção mais indicadas para evitar o mau funcionamento do sistema respiratório e que ajudam a minimizar o desenvolvimento dessas complicações.

Quais doenças respiratórias são mais comuns na nova idade?

Na idade avançada, a frequência de alguns sintomas como cansaço, falta de ar e indisposição devem ser investigados urgentemente por médicos especialistas em pneumologia. Ter esse cuidado favorece o diagnóstico precoce e o início imediato do tratamento mais adequado.

Quando esses sintomas são tratados logo, as chances de desencadear outros problemas respiratórios mais graves são reduzidas. Nas pessoas com mais de 60 anos, a atenção precisa ser redobrada devido às alterações fisiológicas típicas da idade que, em muitos casos, enfraquecem os músculos respiratórios e contribuem para o surgimento de doenças respiratórias.

Vale destacar, ainda, que algumas das doenças que afetam o sistema pulmonar em pessoas da nova idade têm pouca chance de cura, mas podem ser controladas com medicamentos como os broncodilatadores, também conhecidos como bombinha. Esses remédios são introduzidos nas vias aéreas com a função de dilatá-las para facilitar a entrada de ar e manter a respiração.

Também é necessário estar atento às mudanças da estação. Em algumas épocas do ano, o risco para doenças respiratórias no frio é bem maior, conforme publicado recentemente pela Agência Brasil.

Listamos algumas doenças respiratórias de maior prevalência na nova idade. Veja quais são:

  • rinite;
  • gripe;
  • asma;
  • tosse seca;
  • bronquite;
  • pneumonia;
  • enfisema pulmonar;
  • resfriados frequentes.

Quais são os primeiros sintomas das doenças respiratórias?

doenças respiratórias

Existem alguns sintomas que, geralmente, são considerados sinal de alerta para a busca de ajuda profissional. Na nova idade, é preciso atenção e cuidado, pois eles costumam surgir no início das doenças respiratórias. Listamos os mais comuns:

  • apatia;
  • perda do apetite;
  • cansaço frequente;
  • indisposição mental e física;
  • acúmulo de secreção nas vias aéreas;
  • redução no pico de fluxo de ar durante as trocas gasosas;
  • falta de ar e dores no peito devido ao maior esforço para respirar;
  • queixas constantes de dores no corpo, principalmente nas costas;
  • menor capacidade da função pulmonar, o que dificulta a respiração;
  • redução da força dos músculos responsáveis pelos movimentos respiratórios.

Quais são os maiores riscos à saúde?

As bactérias presentes no ar seco, típico de inverno, são causadoras da pneumonia e da sinusite. Eles se caracterizam por serem agentes oportunistas e, por isso, atacam exatamente em situações em que a pessoa está com a imunidade mais baixa. Nessas condições, além dos ataques bacterianos, há também maior propensão do organismo enfraquecido às infecções virais.

Portanto, os responsáveis pelo familiar com idade avançada precisam ficar atentos quando um simples resfriado permanecer por muito tempo e surgir acompanhado de febre mais alta e dificuldade para respirar. Nessas circunstâncias, o ideal é procurar ajuda profissional o quanto antes para evitar a evolução dos sintomas para quadros mais graves.

Outro fator que não pode ser ignorado é a exposição à poluição: o risco aumentado para eventos como a coagulação do sangue, e que pode se associar à inflamação generalizada, também conhecida por septicemia. Dependendo do estágio de saúde do indivíduo, esses sintomas podem evoluir para infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC).

Tanto as infecções respiratórias como as complicações cardiovasculares têm tendência de gerar mais estresse para o organismo já debilitado, o que acentua os riscos à saúde. Além disso, na nova idade, os pacientes são mais vulneráveis ao desenvolvimento de pneumonia quando são acometidos por infecções bacterianas ou virais.

Como evitar doenças respiratórias na nova idade?

Devido ao processo natural de degeneração que acompanha o envelhecimento, nessa fase da vida há constantes alterações na imunidade, o que eleva o risco de infecção. Mas vale destacar que essas modificações relacionadas à idade não costumam afetar indivíduos saudáveis.

Ou seja, a atenção para os princípios de saúde — e para o desenvolvimento de hábitos saudáveis nessa etapa da vida — tem um grande potencial de reversão das doenças do envelhecimento.

A diminuição das funções respiratórias e circulatórias associadas à idade são vistas como uma das causas mais importantes para as limitações e incapacitações. Logo, é possível evitar doenças crônicas e manter uma boa qualidade de vida adotando um estilo de vida diferenciado.

Evitar o tabagismo, o alcoolismo e fazer a opção por uma alimentação saudável, principalmente nessa fase em que ocorre a redução de elementos essenciais como minerais, ácidos graxos e vitaminas. Por isso, a nutrição adequada não pode ser negligenciada, já que essas vitaminas têm função primordial ao mecanismo de respiração celular, processo que fornece energia para a realização das funções do organismo.

Assim, é fundamental que as pessoas com mais de 60 se envolvam em atividades de lazer e a pratiquem exercícios físicos mais leves e adequados à idade como caminhadas, yoga, hidroginástica e Pilates. Adote práticas mais saudáveis, preferencialmente em contato com a natureza e em grupos da mesma faixa etária. Também não se esqueça de ingerir água e manter o ambiente bem arejado e livre de poeiras e ácaros.

Na nova idade, essas ações são excelentes para a saúde mental e física, pois promovem a estabilidade emocional e desenvolvem a autonomia e a independência. Mais do que isso: proporcionam a integração social e ajudam a combater doenças como a depressão e a ansiedade — fatores essenciais à manutenção de uma vida mais ativa, tranquila e saudável.

Porém, em caso de suspeitas dessas enfermidades siga as orientações mais adequadas para não incorrer no risco de piora do quadro: procure atendimento especializado para proteger a sua saúde e a do seu ente querido e evite os perigos da automedicação.

Como você pôde perceber, as doenças respiratórias podem ser controladas, desde que sejam diagnosticadas a tempo de controlar os sintomas e de promover a recuperação da saúde.

Ficou com alguma dúvida sobre o assunto? Entre em contato conosco para que possamos ajudar você!

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