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O guia completo para entender sobre ansiedade e depressão

ansiedade e depressão
17/02/2020
1 minuto de leitura

A ansiedade e depressão são transtornos do humor que vêm atingindo diversas pessoas, independentemente de gênero, classe, idade, entre outros aspectos sociais. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil ocupa o quinto lugar do ranking de maior número de casos de depressão — além de estar na primeira posição na América Latina —, e o primeiro lugar quando o assunto é ansiedade.

Essas doenças, quando não são tratadas, podem trazer sérias consequências para a vida de uma pessoa: compromete o seu bem-estar e impede-a de realizar tarefas que, antigamente, causavam satisfação — como sair com os amigos, passar um tempo com a família, praticar exercícios físicos, entre outros.

Por essa razão, é muito importante falar mais sobre esse assunto para conscientizar sobre a importância de buscar um tratamento e amenizar os sintomas desses transtornos. Neste texto, vamos apresentar melhor cada um deles e mostrar como é a ansiedade e a depressão na nova idade. Acompanhe!

O que são o transtorno de ansiedade e a depressão?

Tanto a depressão quanto os diversos tipos de ansiedade estão relacionados com a queda dos níveis de neurotransmissores que ajudam a regular o humor. Além disso, elas atuam em áreas próximas do córtex cerebral e de outras regiões do sistema nervoso central. Por esse motivo, é comum associar os seus sintomas, apesar de que nem sempre elas acompanham uma a outra.

No entanto, cada um desses distúrbios apresentam suas próprias características e podem ocorrer sozinhos ou simultaneamente. A seguir, vamos descrevê-los um pouco mais!

Transtorno de ansiedade

A ansiedade em si é algo inato ao ser humano. Afinal, ela nada mais é que uma reação a algum estímulo estressante, semelhante ao medo — o neurocientista Joseph LeDoux explica que o medo está associado a um perigo real, enquanto a ansiedade se relaciona com a possibilidade de um perigo.

No fim das contas, ela é uma espécie de mecanismo de sobrevivência: antecipa a possibilidade de uma situação de perigo e, assim, causa reações no organismo para prepará-lo para uma luta ou fuga, como broncodilatação, aumento da pressão cardíaca, irrigação de sangue para os músculos dos membros extremos, dilatação da pupila, entre outros.

Praticamente toda pessoa saudável apresenta níveis moderados dessa emoção. Mas quando os sintomas de ansiedade se tornam frequentes e passam a interferir na vida desse indivíduo, ela se torna um problema patológico.

Alguém que passa a sofrer de algum transtorno de ansiedade começa a apresentar sinais como:

  • distúrbios do sono;
  • angústia;
  • medos excessivos e recorrentes;
  • pensamentos obsessivos;
  • preocupação súbita e anormal;
  • dor ou tensão muscular;
  • sudorese;
  • náuseas e tonturas.

Os fatores que causam um transtorno de ansiedade são variados. Ele pode ser resultado de um evento traumático, excesso de estresse no dia a dia, doença física, estímulos do ambiente e, até mesmo, predisposição genética.

Além disso, como visto, essa doença pode se manifestar de diversas maneiras. Entenda cada um dos subtipos de ansiedade!

Ansiedade generalizada

A ansiedade generalizada é caracterizada como o excesso de preocupação com as situações cotidianas, como alguma condição de saúde, filhos, pais, rotina, trabalho, entre outras. Ela se manifesta, na maioria das vezes, com pensamentos obsessivos e incômodos, além de tensões musculares, fadiga, dores de cabeça e desconfortos no geral.

Fobia

As fobias são medos específicos de um determinado objeto, animal, situação ou ambiente. Isso causa reações intensas e desproporcionais diante de fatores que não necessariamente são ameaças.

Alguns exemplos são a claustrofobia (medo de espaços fechados), aracnofobia (medo de aranhas), coulrofobia (medo de palhaços), agorafobia (medo de multidões), acrofobia (medo de altura) etc.

Ansiedade social

Esse é um tipo muito associado a pessoas introvertidas, no qual há o receio exagerado de se expor ao convívio social, por medo da avaliação dos outros. Os graus de ansiedade, nesse caso, são diversos, a ponto de causarem diferentes níveis de desconforto ao falar em público, socializar — o mutismo seletivo, por exemplo, faz com que algumas pessoas simplesmente não consigam falar durante a situação —, comer, dançar, beber, cantar, entre outras atividades.

Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT)

O Transtorno de Estresse Pós-Traumático se manifesta quando alguém passa por um evento estressante, como uma ameaça de assalto, roubo a mão armada, sequestro, situações de morte de entes queridos ou, até mesmo, de um desconhecido.

Situações como essas podem causar uma reação de medo e sensação de perigo constante em algumas pessoas, de modo que elas passam a ter a impressão de que o trauma vai se repetir a qualquer momento. Com isso, não conseguem parar de reviver o episódio ruim.

Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC)

O TOC é um conjunto de comportamentos repetitivos, feitos inconscientemente, que fazem com que uma pessoa pense ou aja de maneira compulsiva e obsessiva diante de algumas situações — como desalinhamento de quadros, medo de se contaminar com germes, evitar lugares, revisar várias vezes alguma coisa e assim por diante.

Crise de pânico

As crises de pânico são ataques pontuais, que podem ou não ocorrer por meio de um gatilho. Elas alteram o equilíbrio físico e psicológico de uma pessoa, com sintomas intensos como tremores, taquicardia, náuseas, calafrios, falta de ar, sudorese, impressão de asfixia e sensação de morte. Esses surtos podem durar 30 minutos e são recorrentes, causando muito desconforto a quem sofre desse tipo de ansiedade.

Depressão

A depressão, por sua vez, é um tipo de doença que provoca uma tristeza patológica e crônica, diferentemente dos estados de espírito deprimidos causados por algum evento desagradável, como falecimentos, términos de relacionamento, perda de emprego etc.

Desse modo, ela modifica o humor de um indivíduo frequentemente, sem nenhuma razão aparente, trazendo sentimentos de apatia, angústia, culpa, baixa autoestima, poucas expectativas para o futuro, problemas de sono e de apetite, pouca disposição, dificuldade de se concentrar e, em alguns casos, pensamentos suicidas.

Dependendo da intensidade e da duração de uma crise depressiva, ela se torna incapacitante, de modo que impede que uma pessoa retorne às suas atividades cotidianas antes de receber o devido tratamento.

Assim como a ansiedade, a depressão se divide em diversos subtipos. Conheça alguns deles!

Distimia

A depressão distímica é um dos tipos mais leves dessa doença, porém, não deixa de ser séria. No geral, ela causa oscilações de humor constantes durante o dia, apatia e fadiga excessiva. Muitas vezes, ela se associa aos pensamentos obsessivos e de preocupação causados pela ansiedade.

Atípica

Geralmente, a depressão causa falta de apetite e insônia. No entanto, no caso atípico, os sintomas são o aumento da sonolência e do ganho de peso. Além disso, é comum que o indivíduo fique mais sensível a estímulos negativos do ambiente, podendo interpretar de maneira exagerada uma rejeição, ela existindo ou não.

Sazonal

A sazonal, como o nome já infere, acontece apenas em alguns períodos do ano. O mais comum é que ela ocorra sempre durante as estações de clima ameno e frio, como o outono e o inverno, principalmente em regiões de altas altitudes. Durante os dias de temperaturas mais baixas, sintomas como a tendência de isolamento social, queda da libido, pouca disposição, apatia e aumento do apetite começam a aparecer.

Bipolar

O transtorno bipolar, na maioria das vezes, inicia-se por meio da depressão. Geralmente, esse subtipo tem muita influência genética, assim como pode ser estimulado por conta do uso de drogas de abuso. A pessoa que sofre com esse transtorno percebe mudanças bruscas de comportamento e estado de espírito, que ocorrem diversas vezes ao longo do dia, trazendo incômodo para a realização de suas atividades corriqueiras e relações sociais.

Psicótica

Esse é um dos quadros mais graves de depressão, no qual também apresenta sintomas como alucinações e delírios intensos acerca de eventos que podem causar medo, ansiedade e distorção da realidade — como achar que tem uma doença fatal, estar sozinho no ambiente, acreditar fortemente que morreu, entre outros sintomas.

Endógena

A depressão endógena faz com que a pessoa perca o seu interesse para realizar tarefas simples, ainda que sejam agradáveis, principalmente pela manhã. Além do mais, a perda de peso, problemas de memória e a diminuição da velocidade dos movimentos também são sinais desse subtipo.

Como a ansiedade pode levar à depressão?

Apesar de muitas pessoas acharem que a ansiedade e depressão são doenças opostas, elas são muito parecidas e podem coexistir em um quadro. Isso acontece porque a primeira, além de ser um mecanismo de luta ou fuga, também pode se manifestar por meio da paralisação.

O freezing é uma reação que faz com que a pessoa fique alheia do ambiente, não conseguindo retomar o controle das ações durante um breve período. Ao longo do tempo, esse e os demais sintomas da ansiedade podem comprometer a saúde mental da pessoa, provocar a frustração e deixá-la mais frágil para demonstrar sinais de depressão.

Quais são os principais sintomas?

Sabendo que a ansiedade e a depressão não são doenças antônimas, é possível identificar sintomas que ocorrem nos dois quadros, independentemente de eles serem notados simultaneidade. Confira, a seguir, quais são os sinais mais frequentes, principalmente nas pessoas acima de 60 anos!

Apatia

A apatia é um tipo de sentimento de indiferença em relação ao meio externo. Sentir-se apático é como se nada mais tivesse uma grande importância em sua vida e tudo passa a ser mais relativizado e vivido com pouca vontade.

Isso compromete também a cognição do indivíduo, atrapalhando a concentração, capacidade de reter informações e a memória. As interações com os amigos e familiares também ficam comprometidas por conta desse sintoma.

Falta de vontade de realizar atividades

Assim como a apatia, a dificuldade em se interessar por atividades — mesmo aquelas que, antigamente, eram indispensáveis — dentro ou fora de casa também acontece. Nesse caso, é comum que a pessoa sinta desinteresse em tomar banho, em sair com amigos ou familiares, em manter a frequência a algum grupo, reunião ou escola, entre outros.

Distúrbios de sono

As alterações no comportamento do sono também ocorrem. Isso pode ser tanto para o aumento da sonolência, da fadiga e da sensação de cansaço quanto para a dificuldade de pegar no sono por conta do excesso de pensamentos e preocupações.

Coração acelerado

Como visto, a ansiedade causa alterações na frequência cardíaca. Isso ocorre porque, durante uma crise, o cérebro envia sinais para o resto do corpo indicando que ele reaja — seja lutando, fugindo ou se paralisando. Para isso, é necessário o aumento do bombeamento de sangue, o que faz com que o coração fique mais acelerado, as bochechas mais rosadas, a respiração ofegante e a sensação de cansaço após a crise.

Confusão mental

A dificuldade de raciocinar como antes também é uma consequência dessas doenças. Elas agem como se contaminassem a mente de um indivíduo, com pensamentos negativos e pejorativos que facilmente tomam conta e se expressam com mais intensidade. Diante dessa obscuridade mental, é comum se sentir confuso e não conseguir completar o raciocínio.

Como eles se manifestam na nova idade?

ansiedade e depressão

A depressão e a ansiedade também podem atingir pessoas na nova idade. Durante o envelhecimento, novos sentimentos começam a surgir e muitos deles não são tão positivos como deveriam. Morar sozinho, o medo de atrapalhar a rotina dos filhos, a sensação de limitação para realizar as tarefas usuais, o tempo de ócio, a queda da autoestima, entre outros fatores, contribuem para que a pessoa comece a se sentir mais triste.

São situações que ainda podem agravar esse quadro:

  • falecimento do cônjuge ou de pessoas próximas;
  • dificuldade de superar a solidão;
  • sentimento de rejeição dos filhos — principalmente quando a pessoa tem medo de ser colocada em uma casa de repouso, longe da família;
  • sensação de incapacidade;
  • mudança do corpo por conta de alguma condição de saúde.

Tendo em vista essa situação, é fundamental que os familiares se mostrem presentes, prestem atenção nas alterações de comportamento do idoso, ofereçam todo o suporte emocional que a pessoa precisa no momento e cuidem para que o tratamento dessas doenças seja realmente eficaz.

Como esses transtornos se relacionam com outras doenças físicas?

A ansiedade e depressão, além de se relacionarem entre si, podem estar vinculadas ou incentivar o surgimento de outras doenças. Ficar atento a essa questão é importante para se prevenir de novos problemas e otimizar o quadro.

Por exemplo, uma das reações em uma crise de ansiedade é a diminuição da digestão, pois o corpo está dando atenção aos membros e órgãos mais importantes para a luta ou fuga. Quando isso acontece com muita frequência, é possível deixar o organismo propício para distúrbios gastrointestinais.

Os sintomas da depressão e da ansiedade também causam a queda do sistema imunológico quando são muito recorrentes. Isso faz com que o corpo esteja mais propenso para sofrer com infecções virais ou bacterianas, assim como demais contaminações por microrganismos.

Esses problemas também propiciam o surgimento de doenças cardiovasculares, como a arritmia, infarto ou hipertensão. Por conta disso, uma boa noite de sono, a prática de atividades físicas e a prevenção de algumas doenças crônicas (obesidade, diabetes tipo II, colesterol alto etc.) são maneiras de evitar complicações.

Como é o tratamento?

O tratamento de cada um desses distúrbios pode ser realizado de diversas maneiras. No entanto, a princípio, é imprescindível a busca por um médico especializado em Psiquiatria. Ele será o profissional responsável por avaliar toda a situação e direcionar para as terapias mais adequadas.

Com base nisso, ele pode orientar o paciente para o consumo de medicamentos (ansiolíticos para quem sofre de ansiedade ou antidepressivos para quem tem problemas de depressão) específicos para cada caso. Além disso, a psicoterapia também costuma ser indicada para entender as origens dos problemas e tentar amenizá-los no dia a dia.

Outras atividades que ajudam a amenizar os problemas são a meditação e o exercício físico. Segundo estudos, a ansiedade e a depressão podem ser causadas pela alteração dos níveis de serotonina em determinadas áreas do encéfalo — especialmente a amígdala e o hipocampo, regiões que têm forte influência no humor.

Realizar essas atividades regularmente é uma maneira de estimular a produção desse neurotransmissor e de outros que ajudam na regulação do humor e promoção do bem-estar.

Como ajudar pessoas com ansiedade e depressão?

Mostrar-se presente na vida de uma pessoa que sofre com pelo menos um desses transtornos é importante para a recuperação dela. Saber como lidar em situações de crise é outro ponto crucial. A seguir, apresentamos algumas dicas do que fazer para ajudar nesses casos!

Seja paciente

Sentir frustração porque uma pessoa não se mostra disposta para sair com você, por exemplo, não vai ajudar a fazer com que ela realmente saia desse estado de espírito. Muitas vezes, você vai passar por situações desagradáveis por conta das mudanças de comportamento do indivíduo causadas por essas doenças. Contudo, ter paciência é a chave para ajudá-lo a superar as dificuldade e investir na sua recuperação.

Respeite as limitações das pessoas

Pessoas ansiosas ou depressivas sabem que estão passando por um problema. Mas saiba que isso não significa que elas estão acomodadas ou satisfeitas com essa situação, caso elas não estejam demonstrando uma busca por melhora.

É importante lembrar que esses transtornos alteram o humor e a mente de uma pessoa e, por conta disso, encontrar disposição para colaborar e acreditar no tratamento nem sempre são práticas instantâneas. Respeitar essas limitações e o tempo de cada um é essencial para ajudar nessa fase.

Incentive a busca pelo tratamento

Isso não significa que você não pode incentivar alguém a procurar ou continuar o tratamento, desde que todo o cuidado seja tomado para que essa pessoa não se sinta pressionada ou rejeitada por estar doente.

Caso não saiba como reagir diante dessas situações, vale a pena procurar orientações de um psicólogo para entender o que você pode fazer para não comprometer o estado de uma pessoa com depressão ou ansiedade.

Ofereça apoio

Saber que não está sozinha nessa jornada, por mais que a pessoa não deixe transparecer aos seus amigos e familiares, faz toda a diferença no seu processo de aceitação da doença e de busca por uma melhora.

Por isso, para ajudar, vale a pena demonstrar compreensão, afeto e saber ouvir as suas queixas e reclamações, mesmo que sejam repetitivas. Evitar criar desavenças e críticas desnecessárias também é outro ponto importante para contribuir para a saúde mental do próximo.

Existe cura para ansiedade e depressão?

Quando os caráteres psicológico e neurológico da depressão são bem tratados, ela pode deixar de ser uma tristeza patológica e ter todos os seus sintomas minimizados, a ponto de não interferir mais no dia a dia de um indivíduo. No entanto, cada um reage de maneira diferente ao tratamento e não é possível estipular uma técnica específica ou um tempo de melhora.

A ansiedade, por sua vez, também pode deixar de ser uma doença e ser reduzida para os seus níveis usuais. O conjunto de atividades saudáveis — isto é, a prática regular de exercício físico, uma alimentação equilibrada, um acompanhamento psiquiátrico e psicológico, entre outros — contribuem para a recuperação do bem-estar e favorecem a saúde mental.

O que fazer para se prevenir?

Procurar ter uma vida saudável é a melhor estratégia para se prevenir dessas doenças. Prezar pela saúde física e mental, sabendo que elas, na maioria das vezes, estão interligadas, é a chave para ter mais qualidade de vida.

Tendo em vista esse fato, um dos primeiros passos que você pode tomar é a adoção de um cardápio nutritivo e saudável. Com a ajuda de um nutricionista, você consegue encontrar a dieta mais favorável para o seu estilo de vida e evitar outras doenças crônicas, como o sobrepeso, hipertensão, diabetes, problemas cardiovasculares etc.

Manter-se sempre em boa companhia também é um ótimo remédio para a mente e é capaz de prevenir esses transtornos. Buscar conservar o ciclo social ativo, participar de atividades para se divertir e estar aberto a novas amizades é uma dica para se sentir mais feliz no dia a dia.

Por fim, manter o corpo ativo também é ideal para garantir mais saúde, bem-estar e longevidade. Portanto, selecione atividades físicas que despertam prazer em você e tente praticá-las, pelo menos, três vezes na semana.

A ansiedade e depressão são doenças muito graves e podem comprometer o dia a dia de qualquer pessoa. Por isso, agir de maneira consciente e prevenir ou tratar esses transtornos é fundamental para recuperar o ânimo da vida e ser muito mais feliz.

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