Pesquisa

Alzheimer: tudo que você precisa saber sobre a doença

alzheimer
29/05/2020
1 minuto de leitura

A doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência e afeta partes específicas do cérebro que controlam a linguagem, a memória e o pensamento. Incurável e irreversível, avança por meio de etapas, de leve a grave, e seus números no Brasil são bastante expressivos.

A enfermidade começa com pequenos problemas cognitivos. Confusão, esquecimento e mudanças de humor são os sintomas mais comuns dos estágios iniciais. Em fases mais avançadas, podem perder a capacidade de comer, de reconhecer entes queridos, de engolir ou de andar.

Neste artigo, vamos compartilhar com você todos os aspectos do Alzheimer, para que você entenda melhor o que é essa doença e como ela afeta o cérebro. Você vai conhecer os sintomas, seus estágios, como é feito o diagnóstico e quais os possíveis tratamentos.

Ao final, vai descobrir as melhores atitudes preventivas e como a família pode prestar um bom suporte a um ente que possa ser acometido pela doença. Boa leitura!

O que é o Alzheimer e como ele afeta o cérebro?

O Alzheimer foi reconhecido e descrito como doença em 1906, pelo pesquisador Alois Alzheimer. É considerado um tipo de demência, que acomete predominantemente pessoas que chegaram à nova idade.

Inicialmente, manifesta-se como pequenos problemas cognitivos, como o esquecimento. Isso acontece porque a doença de Alzheimer, normalmente, destrói neurônios e suas conexões, além de algumas partes do cérebro envolvidas na memória.

O processo de envelhecimento saudável já causa um encolhimento típico e natural do cérebro, mas sem uma perda expressiva de neurônios. Na doença de Alzheimer, no entanto, os danos são generalizados.

Muitos neurônios param de funcionar, perdem conexões e morrem. Neste sentido, é correto afirmar que o Alzheimer interrompe processos vitais para que os neurônios possam manter o cérebro saudável.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), das 29 milhões de pessoas acima dos 60 anos que residem no país, cerca de 1,2 milhão é portadora da doença.

Quais são os principais sintomas e sinais?

Os sinais e sintomas do Alzheimer dependem do estágio da doença e do próprio indivíduo. Dito isso, durante sua trajetória, o portador pode:

  • ter a memória de curto prazo afetada, por exemplo, a pessoa pode não se lembrar do que comeu no almoço;
  • não conseguir se organizar e realizar algum tipo de planejamento;
  • ter dificuldade para encontrar a palavra certa durante as conversas;
  • esquecer-se de detalhes sobre sua própria história ou informações básicas, como o próprio número de telefone;
  • não conseguir se lembrar do nome de pessoas que conheceu recentemente;
  • sofrer perda da autonomia e da capacidade de gerenciar as próprias finanças, pagar contas e até mesmo se vestir;
  • perder o controle da bexiga e do intestino e precisar de ajuda para atividades corriqueiras, como ir ao banheiro, escovar os dentes e tomar banho;
  • ter mudanças de personalidade e possíveis problemas de comportamento;
  • tornar-se incapaz de reconhecer rostos;
  • ter dificuldade em realizar operações matemáticas simples;
  • apresentar problemas em reconhecer o ambiente em que está ou vive.

Que estágios o Alzheimer apresenta?

O Alzheimer é uma doença cerebral progressiva, marcado por pequenos problemas cognitivos que se agravam durante os estágios intermediários. Mesmo assim, os portadores da demência costumam sentir os efeitos de maneira diferente, dentro de cada fase. Você vai conhecê-las agora.

Fase pré-demência

Os estágios iniciais da doença de Alzheimer podem começar até 20 anos antes do diagnóstico. Nesse momento, as partes do cérebro responsáveis pela aprendizagem, a memória, o planejamento e o pensamento começam a ser afetadas.

A fase pré-demência pode ser dividida em 3 estágios:

  • estágio 1 — sem comprometimento, não há sintomas visíveis ou problemas de memória e os exames médicos ainda não conseguem detectar sinais de Alzheimer;
  • estágio 2 — a pessoa começa a perceber pequenos lapsos de memória no dia a dia;
  • estágio 3 — as pessoas que convivem com o indivíduo passam a perceber alguns problemas cognitivos e os médicos já conseguem detectar algumas alterações.

Fase moderada

À medida que o Alzheimer avança, maior é o comprometimento cerebral. Aqui, além da memória, planejamento e pensamento, a fala também começa a ser afetada.

A percepção dos problemas começa a ser ampliada. Confusão mental e os falhas de comunicação podem afetar a vida pessoal ou profissional de um indivíduo. Por esse motivo, é comum que a doença seja diagnosticada nessa fase.

Estágios de Alzheimer leves a moderados podem durar de dois a dez anos. Durante esse período, os portadores da doença podem ter dificuldade em reconhecer familiares e amigos, sofrer mudanças de comportamento e, até mesmo, de personalidade.

Fase grave ou demência degenerativa

Na fase grave, a maior parte do cérebro responsável pela memória, movimento, pensamento e outras funções, foi permanentemente danificada. Aqui, os indivíduos perdem totalmente a capacidade de se comunicar e reconhecer os familiares, amigos e outras pessoas próximas.

Também não consegue mais cuidar de si. Esse estágio pode durar de um a cinco anos.

Como é feito o diagnóstico do Alzheimer?

Para diagnosticar o mal de Alzheimer, os médicos realizam testes para avaliar o comprometimento da memória e do pensamento. Além disso, analisam as habilidades funcionais e buscam identificar mudanças de comportamento.

Como não há um marcador biológico que confirme a doença, realiza-se uma série de testes para detectar as possíveis causas desse comprometimento. O neurologista ou geriatra avalia o histórico médico do paciente, os medicamentos que costuma tomar e sintomas.

A partir daí, começam os testes, que têm como objetivo identificar se há problemas de memória ou alterações de personalidade, comportamento ou pensamento, e como eles podem afetar a rotina das pessoas com mais de 60 anos.

Aliado a essa observação, os médicos solicitam exames laboratoriais, de imagem e outros testes que possam fornecer informações úteis para o diagnóstico e que excluam outras condições que levam aos mesmos sintomas.

Essas avaliações ajudam a concluir se o paciente realmente sofre do mal de Alzheimer, ou se está em um quadro de ansiedade e depressão, teve um derrame ou outras doenças degenerativas, como o Parkinson.

Os principais testes realizados para o diagnóstico do Alzheimer

Para avaliar os sintomas, o médico pode pedir que o paciente responda a algumas perguntas ou realize tarefas associadas às suas habilidades cognitivas, como memória, pensamento abstrato, resolução de problemas e uso da linguagem.

Esses testes fornecem o máximo de informações sobre o que a pessoa ainda pode fazer e as habilidades que foram perdidas com o passar do tempo. Dessa forma, os médicos podem determinar se há indícios de uma demência e se o indivíduo é capaz de realizar tarefas diárias com segurança, como dirigir ou gerenciar a vida financeira.

Também é possível solicitar entrevistas com familiares e amigos, para que o profissional possa investigar melhor as possíveis mudanças comportamentais. Um familiar ou amigo pode explicar como suas habilidades e comportamentos mudaram ao longo do tempo.

Essa série de avaliações clínicas, o exame físico e o cenário, como a idade e a duração dos sintomas progressivos, geralmente, fornecem aos médicos informações suficientes para detectar o Alzheimer. No entanto, quando o diagnóstico não é claro, os profissionais podem precisar solicitar exames adicionais.

É aí que entram os testes laboratoriais, que descartam distúrbios com sintomas semelhantes, e os exames de imagem. Como o Alzheimer resulta na perda progressiva das células cerebrais, essa degeneração pode aparecer de várias maneiras.

No entanto, investir apenas no exame de imagem não é o suficiente para fazer um diagnóstico, já que o cérebro sofre algumas perdas que são naturais da idade. Nesse sentido, ressonâncias e tomografias também auxiliam:

  • no descarte de outras causas, como hemorragias, tumores cerebrais ou derrames;
  • na distinção entre diferentes tipos de doença cerebral degenerativa.

É possível prevenir o Alzheimer?

alzheimer

Segundo a Alzheimer’s Association, ainda não é possível responder a essa pergunta. No entanto, conforme as pesquisas evoluem, aumentam as evidências de que seus riscos podem ser reduzidos fazendo mudanças importantes no estilo de vida, que promovam o envelhecimento saudável.

Dito isso, listamos como possíveis formas de prevenção:

  • praticar regularmente exercícios físicos, como caminhadas e natação;
  • alguns estudos sugerem ter uma dieta com pouca carne vermelha, focada em grãos integrais, frutas, legumes, oleaginosas e peixe;
  • cuidar da saúde do coração, do colesterol e da pressão arterial;
  • cuidar da saúde mental na nova idade por meio de atividades que estimulam o convívio social,
  • dormir bem, estabelecendo uma rotina adequada para o sono;
  • evitar acidentes que possam lesionar o crânio por meio do uso de capacetes ao andar de bicicleta ou EPIs adequados à atividade profissional;
  • evitar o consumo de bebidas alcoólicas;
  • exercitar o cérebro com jogos de raciocínio, palavras-cruzadas, quebra-cabeças, partidas de xadrez e outras atividades que possam estimular a mente;
  • manter uma boa alimentação, limitando o consumo de açúcar e gorduras saturadas e ingerindo alimentos ricos em ômega 3;
  • não fumar;
  • praticar exercícios que estimulem o equilíbrio e a coordenação motora, como ioga e pilates.

Quais são as opções de tratamento?

Ainda que o Alzheimer não tenha cura, é possível amenizar os sintomas da doença por meio do tratamento, que pode combinar o uso de remédios e outras práticas. Conheça.

Tratamento medicamentoso

Existe uma série de medicamentos disponíveis no mercado, eficazes em qualquer fase da doença, que visam a tratar o mal de Alzheimer, buscando retardar a evolução da doença ou amenizar os seus impactos. O protocolo do Ministério da Saúde, após avaliação que consideram a eficácia, qualidade e segurança dos medicamentos.

O uso de medicações têm o objetivo de inibir a degradação da acetilcolina, uma substância presente do cérebro, responsável por parte dos sintomas relacionados ao Alzheimer.

De acordo com a bula do medicamento, ele exerce sua ação aumentando a concentração de acetilcolina no organismo do paciente. A substância, presente na junção entre as células do sistema nervoso, busca inibir a sua quebra no corpo do paciente.

Estima-se que o medicamento comece a fazer efeito duas semanas após o início do tratamento. Em relação às precauções com a administração do medicamento, a Supera Farma orienta:

  • a donepezila pode promover o aumento da quantidade de ácido liberado no estômago, fazendo necessário o monitoramento de possíveis sangramentos no órgão e no intestino em pacientes com maior risco de desenvolver úlceras;
  • caso o paciente tenha que ser anestesiado, o médico anestesista precisa ser informado sobre o uso da donepezila;
  • diarreia, tremores, febre alta e escurecimento da urina também são sintomas que podem ser observados e devem ser monitorados;
  • há uma pequena chance de o paciente apresentar convulsões, que podem ser causadas pelo próprio Alzheimer;
  • pacientes com histórico de asma, enfisema pulmonar e outras condições pulmonares exigem cautela na administração do medicamento;
  • pacientes com problemas cardíacos podem sofrer desmaios.

Além disso, os especialistas podem prescrever os seguintes medicamentos:

  • ansiolítico, para controlar a ansiedade e regular o sono;
  • antidepressivos, para estabilizar o humor e emoções;
  • antipsicótico, para equilibrar os comportamentos;
  • memantina, para diminuir os sintomas gerais da doença.

Tratamento não-medicamentoso

As mesmas atividades indicadas para a prevenção do Alzheimer também devem ser consideradas para o tratamento não-medicamentoso. Ou seja, investir em atividades que estimulam as habilidades cognitivas, sociais e físicas são ações altamente benéficas para ajudar as pessoas com mais de 60 anos que sofrem dessa condição.

Para isso, é necessário apostar em tarefas que possam fazer o treino das funções cognitivas:

  • atenção;
  • linguagem;
  • memória;
  • orientação.

Manter o cérebro estimulado por meio dessas atividades traz vários benefícios. Além de suavizar a evolução da doença, também ajuda a manter a autoestima do paciente elevada. Quando percebe que pode concluir uma atividade — como jogar uma partida de xadrez — ele se sente mais seguro e confiante, proporcionando uma vida mais confortável durante o tratamento do Alzheimer.

Para que essas atividades possam realmente configurar como um recurso terapêutico, é importante contar com a orientação de profissionais qualificados. Os especialistas poderão indicar as tarefas mais adequadas ao estágio da doença e habilidades preservadas.

Após a indicação das atividades ideais, elas devem ser monitoradas e constantemente avaliadas. Assim, é possível garantir que o tratamento não-medicamentoso seja compatível com a evolução do paciente, sem perder o seu poder de atratividade.

Vale lembrar que o intuito do estímulo não é regenerar o cérebro e fazer com que o portador de Alzheimer volte a agir como na juventude. O principal objetivo é garantir o bom funcionamento da mente, dentro das suas limitações.

Dito isso, é importante reforçar que o tratamento farmacológico e o não farmacológico, quando combinados, podem proporcionar mais qualidade de vida tanto para o paciente, como para os seus cuidadores.

Algumas atividades podem, inclusive, contribuir com a integração entre a pessoa com mais de 60 anos e os seus familiares.

Como ajudar um familiar que tem Alzheimer?

De acordo com a Alzheimers.net — comunidade virtual estadunidense dedicada a apoiar portadores de demência e seus cuidadores.

Durante esse tempo, embora ainda não exista cura, é possível promover a qualidade de vida. Com uma rede de apoio composta por familiares amorosos, cuidadores esforçados e equipe profissional competente, as pessoas com Alzheimer têm a oportunidade de viver uma vida digna, confortável e segura.

Se a você cabe a missão de cuidar dos pais na nova idade, ou conviver com um familiar que foi diagnosticado com Alzheimer, veja como fazer a sua parte e proporcionar mais qualidade de vida a essa pessoa.

  • acompanhe comportamento da pessoa, sem criticar ou corrigir as falhas causadas pelos lapsos de memória;
  • chame a pessoa pelo nome e se refira às outras pelo nome correto, ainda que o portador do Alzheimer não tenha mais essa capacidade;
  • crie um ambiente confortável e que não tenha muitos estímulos — como a televisão — para que o portador de Alzheimer possa concentrar toda a sua energia mental no diálogo;
  • mantenha contato visual e sorria na frente da pessoa, criando um ambiente acolhedor e ajudando a reconhecer que você é alguém familiar, mesmo que ele não reconheça ou se lembre exatamente de quem você é;
  • não diga a ele que se esqueceu de algo e não tente fazer com que ele se lembre;
  • não discuta, confronte ou questione a memória recente do portador do Alzheimer;
  • não leve para o lado pessoal o que ele pode vir a falar após algumas mudanças na personalidade;
  • seja um bom ouvinte e interaja durante a conversa, fazendo perguntas e não somente concordando com tudo o que a pessoa fala, sem realmente prestar atenção;
  • vigie o tom de voz, procurando falar de maneira calma e acolhedora.

De olho na rotina

Estabelecer uma rotina diária é importante, tanto para a pessoa que sofre com o Alzheimer como para o familiar responsável pelos seus cuidados. Veja uma sugestão de como é possível planejar o dia a dia do familiar, de acordo com o estágio da doença e as habilidades que não foram perdidas:

  • manhã — tomar banho, vestir a roupa, escovar os dentes, tomar o café da manhã, assistir ao jornal, fazer uma pausa para ficar um tempo em paz consigo mesmo, dar um passeio ou montar um quebra-cabeças;
  • tarde — almoçar, assistir TV, fazer uma caminhada, cuidar do jardim, tirar um cochilo;
  • noite — jantar, assistir o jornal, relembrar o que comeu no café da manhã, tomar um banho e se preparar para dormir assistindo a um filme ou lendo um livro.

É importante que a medicação seja associada a essas atividades diárias, mas a família não precisa se preocupar em preencher cada minuto com uma atividade. A pessoa com Alzheimer deve ter uma vida equilibrada, com momentos de pausa e descanso entre as tarefas.

Para alcançar o equilíbrio, a observação é importante. Se a pessoa parecer entediada, distraída ou irritada, pode ser hora de introduzir uma nova atividade ou tirar um tempo para descansar.

Lembre-se de que o tipo de atividade e o desempenho do portador de Alzheimer durante a tarefa não são tão importantes quanto a alegria e o sentimento de realização que a pessoa tem ao realizar cada uma delas.

Portanto, não seja exigente demais. Se a pessoa não conseguir montar um quebra-cabeças ou não tiver paciência para assistir a um filme, invista em outros passatempos. Só evite quebrar a rotina.

Cuidando de si mesmo

Quem cuida de uma pessoa que sofre com o Alzheimer também merece ser cuidado. Quando um membro da família é diagnosticado com doença ou outra demência, o impacto pode ser grande.

O diagnóstico pode desencadear uma série de emoções, como insegurança, medo e tristeza. Também existem muitas decisões a serem tomadas sobre tratamento, cuidados, condições de vida e finanças. Tudo isso ao mesmo tempo.

Cuidadores e familiares precisam cuidar da própria saúde mental, para que possam agir de maneira amorosa e respeitosa com o ente querido. Afinal, mais do que nunca, essa pessoa precisa de apoio, carinho, paciência e compreensão.

Ter acompanhamento psicológico ou participar de um grupo de apoio a cuidadores de pessoas com Alzheimer pode ajudar a lidar com as emoções e o estresse. Uma mente saudável facilita os cuidados com esse familiar, promovendo o bem-estar entre todos os envolvidos na relação e possibilitando que o portador da doença tenha uma vida mais confortável.

Chegamos ao final do nosso material sobre a doença de Alzheimer, assunto muito sério, já que a perda de memória e outras habilidades cognitivas, com o passar do tempo, interferem na vida diária. Embora o problema evolua conforme o indivíduo envelhece, é importante salientar que essa enfermidade não é algo natural da idade.

Como você pôde conferir durante o artigo, um estilo de vida saudável pode ajudar a prevenir o aparecimento da doença. Ainda que a cura seja desconhecida, a pesquisa para encontrar uma solução para esse problema continua no mundo todo.

Além disso, há tratamentos disponíveis que, mesmo que não possam impedir a progressão da doença, retardam temporariamente o agravamento dos sintomas. Assim, melhoram a qualidade de vida das pessoas com Alzheimer e seus familiares.

A NovaIdade é um portal de conteúdo exclusivo para quem se preocupa em manter uma vida saudável. Assine nossa newsletter e receba informações e dicas de saúde e bem-estar.

Powered by Rock Convert

Você pode se interessar também:

  Desenvolvido por Ventron